A banda holandesa Gingerpig foi formada em 2009 por Boudewijn Bonebakker, anteriormente conhecido por seu trabalho com o grupo Gorefest e graduado em conservatório (nota minha: de Tilburg, cidade da Holanda, segundo a Wikipedia), com ênfase em Purcell e Bach. Isso demonstra a versatilidade da banda, que passou por períodos turbulentos, mas depois se afirmou. O quarteto virou um trio e redescobriu-se. Com o novo álbum, "Hidden From View", a banda se soltou, transformando-se num conjunto coeso pronto para os holofotes.
Em 2011, a Gingerpig surpreendeu o meio musical com o disco "The Ways Of The Gingerpig", contendo uma voluntariosa mistura de rock setentista, blues, fusion e pós-metal. O álbum recebeu excelentes resenhas, mas para muitos a sonoridade da banda parecia versátil demais. Música sob medida para conhecedores, porém difícil de rotular. O título do novo álbum aparenta ser uma referência direta a isso.
Quando o tecladista Jarno, em 2012, decidiu pular fora em busca de novos horizontes, a banda ficou numa encruzilhada: permanecer como um trio ou procurar um novo tecladista?
Após gravar a canção "Ugly Heart" no formato trio, em abril de 2012, o grupo optou por continuar sem tecladista. A banda retornou ao estilo básico e principiou a compor mais material roqueiro. "Hidden From View" é o fruto desse trabalho: as nove músicas mostram-se cativantes e permanecem vigorosas quando executadas ao vivo.
As limitações óbvias de atuar como um trio também podem expressar liberdade. Liberdade para tocar rock pulsante (como em "Nothing") e deixar a experimentação sonora apenas para quando se sentir que a música necessita dela. Diz Boudewijn Bonebakker, cantor, guitarrista e fundador da banda: "nós estamos indo além das improvisações, superando-as de certa forma".
A banda se tornou um grupo consistente, que toca com mais consistência ainda. A Gingerpig está pronta para apreender sua essência interior e compartilhá-la com um público mais vasto. Bonebakker planeja a missão da seguinte forma: "tornar audível o amor pela música, e da melhor maneira possível" (nota minha: em 25 de outubro de 2017, a banda anunciou uma pausa por tempo indeterminado na sua página do Facebook) (Mark Verver, MIG-Music; tradução livre do inglês).
Ryan Jennings: Guitar, Keyboards, Woodwind, Vocals
Peter Stringer-Hye: Guitar, Keyboards, Vocals
Walker Mimms: Percussion, Keyboards, Vocals
Músicos adicionais:
Matt McQueen: Keyboards
Luke Schneider: Steel Guitar
Tyler Coburn: Auxiliary Percussion
Biografia:
O som pop psicodélico dos anos 60 circula abundantemente pelo sangue da Paperhead, banda de Nashville, Tennessee, EUA. Formada em 2009 por três amigos (o guitarrista e vocalista Ryan Jennings, o baterista e vocalista Walker Mimms e o baixista e vocalista Peter Stringer-Hye), a banda começou a realizar shows pela cidade, que, não raro, viravam verdadeiras celebrações psicodélicas, repletas de espetáculos lisérgicos extravagantes.
O trio lançou seu primeiro disco, "Focus In On... The Looking Glass", em 2010, no formato cassete, através do selo Infinity Cat. Orientado por Jeffrey Novak, lendário guitarrista da banda local Cheap Time, o grupo gravou seu segundo disco e remeteu-o à Trouble In Mind. A gravadora gostou do álbum, homônimo, e lançou-o em 2011. Na mesma época, também reeditou o disco de estreia da banda. Com alguns dos seus membros cursando faculdade, o grupo só gravava e realizava shows no verão, durante as férias escolares. Matt McQueen, tecladista e antigo amigo do grupo, incorporou-se ao lineup a tempo de gravar o single "Pictures Of Her Demise", de 2012. Após viajar duas vezes pelos Estados Unidos, a Paperhead começou a gravar seu terceiro disco na garagem de Stringer-Hye.
Lançado no final de 2014, "Africa Avenue" é genuinamente psicodélico, mas também adiciona novos elementos (country, bossa nova, rock artístico alemão) à sonoridade da banda. O álbum seguinte foi sendo indefinidamente adiado, e nesse meio tempo Stringer-Heye lançou, em 2015, o EP solo "Sunday Girls", e tocou guitarra na banda de country alternativo Promised Land Sound. O grupo (afora McQueen) reagrupou-se no estúdio caseiro de Stringer-Hye e começou a trabalhar em "Chew", acrescentando algumas influências latinas e jazzísticas de forma a obter um álbum que soasse como se alguém sintonizasse o rádio numa estação AM e fosse transportado para os anos 60. O disco, mixado por Cooper Crain, no Minbal Studios, em Chicago, Illinois, saiu pela gravadora Trouble in Mind no início de 2017 (Tim Sendra, AllMusic; tradução livre do inglês).
"Rocktopus", o primeiro disco da To Be Addicted, tem de tudo: riffs de guitarra pesados, baixo pulsante, bateria vibrante, poderosos vocais e uma porção de cativantes melodias. Esses caras da Suíça sabem que o rock é isso, e isso é o que se escuta no álbum.
Começando com "Lowbird", a energética faixa de abertura, impulsionada por ferozes e vigorosos riffs de guitarra e uma bateria com o bumbo a todo vapor. A seguir, vem "The Outsider" e "Bad Karma", não menos empolgantes. Jenna Holic canta as canções com grande competência e personalidade, o que pode ser constatado na inesquecível balada "Butterfly" e na pomposa "Shout It Out". No meio das faixas mais bluseiras, situam-se as canções "Go Faster", um rock pesado clássico, e "Ignorant", célere como se não houvesse amanhã. Embora haja muita variedade, as músicas acham-se conectadas por um fio condutor, exatamente como tem que ser. A To Be Addicted demonstra, nessas catorze músicas, a vasta gama das suas habilidades, configurando um excelente disco, que faz o coração de todos os roqueiros bater mais rápido (CD Baby, album notes; tradução livre do inglês).
O grupo power pop Flashclubes voltou a reunir-se em 2002 (nota minha: segundo o site Yrbook, a banda foi formada no ano de 1977, em Syracuse, Nova Iorque, EUA) e realizou alguns shows no Japão (como registrado no CD "Live In Japan: Raw Power Pop", de 2002).
As apresentações foram tão boas que a banda decidiu seguir em frente e gravar um disco de estúdio. Na maior parte de "Brilliant", lançado em 2003, utilizaram-se as melhores facetas do power pop: guitarras estridentes, som encorpado e vocais melancólicos. O único problema é que as músicas aqui servidas pelo clássico cardápio power pop se mostram desprovidas de ginga e refrãos, além de aprontadas com letras não raro bagunçadas ("Pathetic" e "Fiver Personalities" são as que mais sofrem no quesito lírico). Os vocais também não primam pela simetria; dependendo de quem canta, algumas vozes parecem exauridas e datadas.
Certas canções são bastante agradáveis ("When We Close Our Eyes" possui um coro cativante, "I'm A Mistery" é uma música exuberante, que soa como uma vigorosa canção da Los Lobos), mas a única música que chama atenção é o cover de "Do Anything You Wanna Do", um clássico da Eddie & The Hot Rods". E quando um cover aparece como a melhor música do álbum, algo está faltando. Talvez a Flahscubes devesse ter parado após os triunfantes shows do retorno, pois este disco não acrescenta muita coisa ao seu legado (nota minha: gosto não se discute, mas, ao contrário da opinião do resenhista, considero o disco muito bom; por sinal, se eu não pensasse assim, não o teria postado, obviamente) (Tim Sendra, AllMusic; tradução livre do inglês).
1. (Say No To) Saturday's Girl (Marcarian, Pfeifer) 3:50
2. Who's Landing In My Hangar? (Pfeifer) 2:35
3. In This Town (Pfeifer) 3:12
4. No Heart (Pfeifer) 3:13
5. Refrigerator Door (Pfeifer) 7:24
6. I Can Walk Alone (Marcarian, Pfeifer) 3:02
7. (I Used To) Believe In You (Pfeifer) 3:57
8. Don't Follow Me Home (Pfeifer) 4:37
9. Book On Looks (Pfeifer) 2:35
10. Where The Light Breaks (Pfeifer) 3:46
Créditos:
Myrna Marcarian: Farfisa Organ, Piano, Vocals
Ron Metz: Drums, Percussion
Robert Pfeifer: Guitar, Vocals
Músicos adicionais:
Steve Calabria: Bass (faixas 5, 7, 10)
Paul Hamann: Bass (faixas 1, 3, 4, 8, 9)
Doug Morgan: Bass (faixas 2, 6)
Ernie Krivda: Saxophone (faixas 1, 9, 10)
(*) CD lançado em 2011.
Biografia:
Influenciada pela Velvet Underground (especialmente o vocalista Bob Pfeifer) e pelo pós-punk predominantemente angustiado da Joy Division, a Human Switchboard debutou no mercado fonográfico em 1977 com um EP produzido por David Thomas, da Pere Ubu.
"Human Switchboard Live" foi lançado pela própria banda três anos depois (embora pareça um bootleg), e posteriormente (em 1981) surgiu o seu único LP de estúdio, "Who's Landing In My Hangar?". Após mais um disco ao vivo, "Coffee Break!", gravado em programas radiofônicos, a banda rapidamente se desintegrou. Pfeifer (que mais tarde se tornou um caça-talentos da Epic Records e chegou ao posto de presidente da Hollywood Records) editou um álbum solo cinco anos após a dissolução do grupo. Já a tecladista Myrna Marcarian lançou um EP, em 1989, usando apenas seu primeiro nome (John Bush, AllMusic; tradução livre do inglês).