Banda: The Fluoride Program
Disco: Roadside Flowers
Ano: 2006
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
Faixas:
1. Faster (1:47)
2. Lucus (6:08)
3. Designs (3:53)
4. All Is Still In Working Order (5:35)
5. By Proxy, By Love (5:50)
6. Coma (3:24)
7. On Your Side (3:34)
8. Cowards (10:10)
9. Sundial (5:17)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Steve Bekkala: Drums
Justin King: Guitar, Piano
Dmitri Vada: Vocals, Guitar
Steve Motrinc: Bass
Katherine Catalano: Vocals, Background Vocals
David Clipner: Viola
Katrina Padley: Piano
Resenha:
O lançamento do primeiro disco longo da Fluoride Program baseou-se na promessa que o seu EP "Bastion", de 2005, prenunciou. O grupo sussurra e solta a voz com uma sonoridade brilhante e um dinamismo que são raros na maior parte das bandas post-rock (nota minha: segundo a Wikipedia, post-rock ou pós-rock é um subgênero do rock utilizado para abarcar artistas que, a partir dos anos 90, passaram a unir elementos do rock alternativo com elementos do jazz [mais especificamente ao fusion de Miles Davis], da música eletrônica e do rock progressivo [mais especificamente ligado ao space rock e ao Krautrock]).
Desde o momento em que a Radiohead aparentemente decidiu que as guitarras eram objetos de museu, muitos roqueiros indie têm usado brinquedos eletrônicos para construir a sua arquitetura sonora, mas, em "Roadside Flowers", a Fluoride Program utiliza piano, camadas de harmonias vocais, ocasionais violas, lamentos de guitarra e ribombar de pratos para interpretar as canções sem o uso excessivo e monótono do som do sintetizador. Esta é uma banda de verdade, tocando em uníssono e encaixando o som num espaço real. A música representativa do disco, "Lucus", coloca o baterista Steve Bekkala e o guitarrista Justin King (fazendo uma surpreendente imitação de Jonny Greenwood, voluntariamente ou não) numa disputa renhida entre percussão e cordas distorcidas.
A canção somente atinge seu culminante desfecho quando a batida do baixo de Steve Motrinc sinaliza a entrada dos vocais emocionantes de Dmitri Vada, agindo como um juiz divino e unificando a celebração cinematográfica da melodia. A abrupta explosão que encerra "Designs", após um antagonismo de atmosferas sonoras, dá lugar a um novo roteiro, desta vez evocando "The Great Gig In The Sky", interpretado pela Velvet Teen, em "All Is Still In Working Order". O disco chega ao auge em "Cowards", épica faixa de dez minutos, que faz várias concessões ao progressivo – mudando compassos e andamentos, oferecendo brilhantes linhas técnicas de guitarra no início, somente para serem superadas por uma agressiva construção de inesperadas e agressivas guitarras dissonantes e o suburbano funk da era "Emotional Rescue", dos Stones.
O disco destila calmaria com a singela "Sundial", uma lânguida canção que simula uma sessão instrumental soul da Stax e as temporadas de verão das rádios AM pop. "Silenciosamente nós nos tornamos mais velhos do que gostaríamos de admitir/Ao sol vamos nos encontrar novamente". Este álbum inteiro dá mais voltas do que um jogo de Othello (nota minha: um popular jogo de estratégia, também conhecido por Reversi), jogado por duas crianças de sete anos, e é constantemente cheio de surpresas inesperadas: justamente quando a coisa toda começa a fazer sentido, as cores mudam completamente e o jogo começa de novo (Zac Johnson, AllMusic; tradução livre do inglês).
A canção somente atinge seu culminante desfecho quando a batida do baixo de Steve Motrinc sinaliza a entrada dos vocais emocionantes de Dmitri Vada, agindo como um juiz divino e unificando a celebração cinematográfica da melodia. A abrupta explosão que encerra "Designs", após um antagonismo de atmosferas sonoras, dá lugar a um novo roteiro, desta vez evocando "The Great Gig In The Sky", interpretado pela Velvet Teen, em "All Is Still In Working Order". O disco chega ao auge em "Cowards", épica faixa de dez minutos, que faz várias concessões ao progressivo – mudando compassos e andamentos, oferecendo brilhantes linhas técnicas de guitarra no início, somente para serem superadas por uma agressiva construção de inesperadas e agressivas guitarras dissonantes e o suburbano funk da era "Emotional Rescue", dos Stones.
O disco destila calmaria com a singela "Sundial", uma lânguida canção que simula uma sessão instrumental soul da Stax e as temporadas de verão das rádios AM pop. "Silenciosamente nós nos tornamos mais velhos do que gostaríamos de admitir/Ao sol vamos nos encontrar novamente". Este álbum inteiro dá mais voltas do que um jogo de Othello (nota minha: um popular jogo de estratégia, também conhecido por Reversi), jogado por duas crianças de sete anos, e é constantemente cheio de surpresas inesperadas: justamente quando a coisa toda começa a fazer sentido, as cores mudam completamente e o jogo começa de novo (Zac Johnson, AllMusic; tradução livre do inglês).


