quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Jack O'Fire - Forever

Cover
Banda: Jack O’Fire
Disco: Forever
Ano: 1996
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Garage Punk
Faixas:
1. Green Onions (Cropper, Jackson, Jones, Steinberg) 2:45
2. Help Me (Miller, Williamson) 2:39
3. Life For Me (Fall Outs) 2:05
4. Comanchee (Link Wray) 1:43
5. Joe McCarthy’s Ghost (Minutemen) 2:02
6. Almost Grown (Berry) 2:11
7. Gibble Gobble (Sparklers, Wright) 2:14
8. Tom Price’s Favorite Song (Unknown) 2:37
9. Devil In The Woodpile (Traditional) 1:48
10. Brandee (Link Wray) 2:03
11. Spoonful (Dixon) 4:22
12. Contanier Driver (P. Hanley, S. Hanley, Riley, Scanlon, Smith) 2:10
13. Western Arizona (Williamson) 1:43
14. My Baby Walked Off And Died (Dixon, Howlin’ Wolf) 3:48
15. Youngblood (Childish) 2:17
16. She's Gone (Taylor) 4:20
17. Trouble Everyday (Zappa) 6:13
Créditos:
Tim Kerr: Guitar
Walter Daniels: Vocals, Harp
Dean Gunderson: Bass
Josh LaRue: Drums
Michael Wilson: Guitar
Músicos adicionais:
Pepper Wilson: Hammond B-3 ("Green Onions", "Help Me")
Pat Barker-Benfield: Hammond B-3 ("Gibble Gobble")
Mick Collins: Guitar ("Tom Price’s Favorite Song")
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Biografia:
Uma síntese histórica da banda (rara, por sinal) encontra-se no site de Tim Kerr, seu guitarrista, que vai adiante, traduzida livremente do inglês.
Foi com Jack O’Fire que as primeiras referências a The Young Lions Conspiracy apareceram (embora o contato de Tim com ela data de seus dias com os Big Boys). Filosofia? Atitude? Um modo de vida? Isso é algo que Tim se esforçou para sublinhar em todos os seus projetos. É importante mencionar o papel de Jack O’Fire na recuperação de Mike Carroll (Poison 13) como cantor, depois de um longo período de inatividade. Ele canta no single “The Punkin”. Ele também apareceu algumas vezes no palco com eles no último ano da banda ou coisa que o valha. Mais tarde, ele formaria a Lord High Fixers com Tim.
A composição da Jack O’Fire era Tim (guitarra), Walter Daniels (vocal e gaita, ele estava na Blood Sucking Go-Devils, de Austin), Dean Gunderson (baixo, ele estava na Cat Butt, de Seattle) e Josh LaRue (bateria, ele foi da Rain Like The Sounds Of Train, Sevens, The Sorts e agora toca na HiM).
De uma forma mais esporádica, outros músicos também tocaram com a banda: Dave Crider (Mono Men, Watts, The DT's), Pepper Wilson (da Death Valley, de Austin), e Pat Barker-Benfield (da McLemore Avenue, de Austin), que mais tarde viria a ser o tocador de órgão Hammond na Total Sound Group Direct Action Committee.

1
Com Jack O'Fire, Tim e seus parceiros comprometeram-se com a fina arte de regravarem seus artistas favoritos. Uma verdadeira banda de covers, que realçou originais em estado puro com seu próprio arsenal de blues áspero e infecto, que tocou versões livres de atividade frenética, como se estivessem realizando algum tipo de obscuro ritual vudu ou magia negra nos pântanos da Louisiana. Invocando os espíritos dos mestres do blues (Willie Dixon, Howlin ‘Wolf, Little Walter, Hound Dog Taylor, Sonny Boy Williamson), dos mestres do rock (Chuck Berry, Link Wray), dos mestres de R&B e soul (Blind Willie McTell, Booker T & The MGs), eles gritaram suas orações envoltos em fogo com honestidade, sinceridade e acreditando totalmente no que eles estavam fazendo. Eles não somente se embeberam nesses gêneros, eles não se recusavam a tocar qualquer música que eles gostavam de partilhar.  Eles conseguiram surpreender e confundir o público com covers de Joy Division (“No Love Lost”), Negative Approach (“Can't Tell No One”), Frank Zappa (“Trouble Everyday”), Wire (“12XU”), e The Fall (“A Year And A Day”). Eles também amoldaram canções de muitas outras bandas ao som da Jack O’Fire: Sonics, The Beguiled, The Fall Outs, Billy Childish, Small Faces, Pretty Things, Lyrics e uma longa lista de etc.s que iria levar um ano para nominar, lembrando que a sua prolífica discografia é um enigma para os colecionadores.
(Embora, como parece acontecer com a maioria das bandas de Tim, a maior parte deste material é compilado em um CD para evitar dramas possíveis e gasto das suas economias vitais, salvo, é claro, se você é um desses viciados em vinil.)
Compilações da Jack O'Fire em CD são: “The Destruction Of Squaresville” (Estrus, 1994), que reúne os seus primeiros discos (dois de 7” e dois de 10”), “Forever: The Final Chapter” (SFTRI, 1996), que reúne os quatro capítulos da série “Soul Music 101” (três de 7” e um de 10”) e diversos singles lançados pelos selos In The Red, Vendetta, Static e Dishy, e “Beware The Souless Cool” (1+2 Records, 1996), que compila faixas de discos lançados em 7” pela Estrus, In The Red e No Lie Music.
Se for impossível a compra dos discos originais, os proprietários destes CDs terão pelo menos uma grande percentagem do material lançado pela Jack O’Fire – uma experiência verdadeiramente indispensável e reveladora.

sábado, 21 de novembro de 2009

The Affair - Yes Yes To You

Banda: The Affair
Disco: Yes Yes To You
Ano: 2007
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
Faixas:
1. Unwanted Company (3:08)
2. Honey (2:17)
3. Wait For It (3:09)
4. Dead Letters (3:37)
5. Swallow The Nights (3:39)
6. Andy (2:52)
7. Red And White (3:24)
8. Anything But Disco (You Ruined My Life) (3:20)
9. The Chase (1:59)
10. Tim’s Song (3:26)
11. Fashion Victim (2:23)
12. Jailbait Date (2:03)
13. Left At The Party (2:41)
Músicas de autoria da banda (melodias) e Holloway (letras).
Créditos:
Neel Arant: keyboard and guitar
Nelson Dellamaggiore: bass
Kali Holloway: vocals
Josh Leeman: guitar
Marc Pattini: drums
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Biografia:
Oriunda do Brooklyn, a Affair é uma banda pop, mas você não vai vê-la no TRL (comentário meu: conforme a Wikipedia, a sigla designa um programa diário da MTV, que divulga os 10 vídeos mais votados do dia) em breve. O grupo, composto por Kali Holloway (vocal e letras), Nelson Dellamaggiore (baixo), Neel Arant (teclado e guitarra), Josh Leeman (guitarra) e Marc Pattini (bateria), é do gênero pop dinâmico e descolado – a primeira gravadora que a observou foi a independente alemã Vice, que lançou o seu primeiro single, “Mel”, em julho de 2004, num minidisco, junto com a Hominid.


As primeiras críticas ao trabalho da Affair, que vieram à tona com o single “Andy”, lançado em 2006 pela gravadora inglesa Marquis Cha Cha, faziam uma curiosa comparação com Blondie e Siouxsie Sioux, aliada a uma bizarra mistura de Ronnie Spector e a frontwoman do grupo X, mas essas comparações costumam ser enganosas. A banda resiste a um retrocesso de qualidade; embora claras incursões pelo punk e a new wave busquem deslustrar o seu verniz pop, a autoconsciência moderna do grupo faz com que encontre um caminho único para a maioria das suas canções. A Affair tocou no SXSW (nota minha: trata-se de um festival de música – South by Southwest –, que ocorre anualmente em Austin, no Texas) em 2006 e assinou com a Absolutely Kosher Records logo em seguida; o seu primeiro longa, “Yes Yes To You”, apareceu em janeiro de 2007 (Tammy La Gorce, AllMusic; tradução livre do inglês).
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