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quinta-feira, 30 de junho de 2022

The Maharajas - In Pure Spite

Banda: The Maharajas
Disco: In Pure Spite
Ano: 2007
Gênero: Alternative Rock, Garage Rock Revival, Post-Punk
Faixas:
1. Repo Man (Guttormsson) 2:20
2. One Man Team (Guttormsson) 2:46
3. One Leg On Each Side (Guttormsson) 2:41
4. Yeah Yeah (Lindberg) 2:07
5. Alaska Beach (Guttormsson) 3:19
6. Can't Take It Anymore (Guttormsson) 2:35
7. Suckerpunch (Guttormsson) 3:17
8. On Hold (For Too Long) (Guttormsson) 2:38
9. Not A New Sensation (Guttormsson) 2:07
10. Maybe She Loves You? (Guttormsson) 2:46
11. The Boy Inside (Lindberg, Guttormsson) 2:56
12. I'm Going Home (Guttormsson) 2:51
13. Split Personality (Lindberg) 2:52
14. Trapped (Guttormsson) 2:12
Créditos:
Mathias Lilja: Lead Vocals, Electric & Acoustic Guitars
Jens Lindberg: Backing Vocals, Electric Guitar, Organ
Ulf Guttormsson: Backing Vocals, Electric Bass Guitar
Ricard Harryson: Drums, Percussion

Resenha:
A veterana banda sueca Maharajas oferece, em "In Pure Spite", uma mescla competente de influências, que vão desde o rock garageiro energético até o rock pesado e o punk. O rock garageiro americano dos anos 60 parece ser a principal inspiração, embora essas gravações, talvez por causa da tecnologia, soem um pouco mais engenhosas do que as antigas relíquias de vinil de Chocolate Watchband e Sonics. 
São músicas cantadas de maneira sombria, embaladas por riffs elementares e ruidosos, que adornam acordes pulsantes de guitarra e órgão garageiro. Em outras palavras, o som não é muito diferente do rock garagem sessentista ou daquele executado por muitas outras bandas ao redor do mundo nas décadas subsequentes, praticantes desse gênero. Assim delimitado, é bem feito, sem pender muito para o lado simples e tosco, muito menos enveredando para o estilo "adolescente revoltado", padrões costumeiramente encontrados no âmbito desse perfil musical. A banda usa decentemente acordes menores e progressões de acordes melódicos agridoces, mais bem audíveis em "On Hold (For Too Long)". E a "carona" que "The Boy Inside" pega do famoso clássico roqueiro "Bad Boy", de Larry Williams, perpetuado pelos Beatles, não é acintosa e por isso se mostra passável (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

The Maharajas - A Third Opinion

Banda: The Maharajas
Disco: A Third Opinion
Ano: 2005
Gênero: Alternative Rock, Garage Rock Revival, Post-Punk
Faixas:
1. I’m Crackin’ Up (Guttormsson) 2:12
2. Don’t Wanna Lose You (Guttormsson) 1:44
3. Misty Night (Guttormsson) 2:15
4. Ethanol Rocket II (Guttormsson) 2:16
5. A Hole In My Head (Lindberg) 3:00
6. Flying (Guttormsson) 3:06
7. Time (Lindberg) 2:26
8. Since You’ve Been Away (Lilja) 2:49
9. My Other Face (Guttormsson) 2:31
10. A Girl Instead Of Me (Lindberg) 1:26
11. Sunday Girl (Lindberg) 2:41
12. Good Life (Guttormsson) 2:55
13. The Invisible Man (Guttormsson) 2:02
14. Night Has Come Again (Lilja) 2:20
Créditos:
Jens Lindberg: Guitar, Vocals
Mathias Lilja: Guitar, Organ, Lead Vocals
Ulf Guttormsson: Bass, Backing Vocals
Anders Öberg: Drums
Músico convidado:
Eva Voladora: Unknown Contribution

Resenha:
“Third Opinion” é de fato o terceiro álbum da Maharajas, mostrando-a sob o domínio de bandas garageiras melancólicas e soturnas dos anos 60, com uma tendência esporadicamente psicodélica. Se o grupo não ouvisse os discos da Chocolate Watch Band e Standells até gastarem, seria uma grande surpresa, tamanha a semelhança das vibrações musicais entre eles. 
Encarado como uma homenagem a tais artistas (é possível adicionar ainda, como influências, Paul Revere & The Raiders, Sonics e “Shape Of Things To Come”, da Max Frost & The Troopers), o disco é muito bem executado. Fervilha com mágoas generalizadas e frustrações, e a determinação de superá-las, ainda que de uma maneira imprevisível e incomum, da mesma forma como pregavam as bandas e/ou músicas fontes de sua inspiração. O álbum fica mais interessante – quando comparado com a característica usual do rock garageiro psicodélico retrô que o recheia – quando a Maharajas toca canções mais introspectivas e influenciadas pelo folk rock, como “Misty Night”, “Flying”, “Sunday Girl” e “Night Has Come Again”. Há inclusive uma reviravolta instigante no traço costumeiro do rock de garagem machista, que, porém, não teria vez nos anos 60: a irritação com a guria que o cantor deseja e que escolhe “uma garota em vez dele” (nota minha: a tradução do título da música “A Girl Instead Of Me”) (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).

terça-feira, 22 de setembro de 2020

The Maharajas - Unrelated Statements

Banda: The Maharajas
Disco: Unrelated Statements
Ano: 2004
Gênero: Alternative Rock, Garage Rock Revival, Post-Punk
Faixas:
1. Medication (Guttormsson) 2:18
2. I’m Fooled Again (Lindberg) 1:27
3. Another Turn (Guttormsson) 2:04
4. Please Leave A Message (Lindberg) 2:13
5. Odd Socks (Guttormsson) 2:18
6. Dead (Guttormsson) 3:23
7. Maggot Mocker (Guttormsson) 1:52
8. Alright! (Lindberg) 2:24
9. You For President (Guttormsson) 1:54
10. Remember Our Love (Lindberg) 2:02
11. Papas Dead (Lindberg) 2:33
12. Taste Of Tears (Lindberg) 2:00
13. I Won’t Die (Guttormsson) 2:03
14. Nice Guys Finish Last (Lindberg) 2:10
Créditos:
Mathias Lilja: Lead Vocals, Guitar, Organ
Jens Lindberg: Backing Vocals, Guitar, Lead Vocals (faixas 11, 12)
Ulf Guttormsson: Backing Vocals, Bass Guitar
Anders Öberg: Drums
Músico adicional:
Claes Carlsson: Tenor Saxophone (faixas 1, 13)

Resenha:
O segundo álbum da Maharajas exibe um qualificado pot-pourri revivalista, no estilo das bandas garageiras antigas, tendo a década de 60 a principal – mas não a única – referência. Às vezes soa como a Chocolate Watchband com uma pitada de pop-punk pós-anos 60. 
Em outros momentos, o som emula bandas de garagem ainda mais anárquicas, ocasionalmente com riffs que lembram faixas de coletâneas típicas da Pebbles, embora nunca tão explícitos a ponto de parecerem plagiados. "Dead", quando menos, assimila as baladas lânguidas e chinfrins, movidas a órgão, que tais grupos costumavam tocar, e que não é o aspecto mais reverenciado ou copiado dos velhos tempos do rock garageiro. "Alright!”, uma das canções mais convincentes, pega carona no raga-rock explorado por bandas como a Gurus (a sessentista, não as outras homônimas). "Papas Dead" tem um pouco de rockabilly mesclado com “Don’t Crowd Me”, de Keith Kessler, um dos maiores (mas ainda obscuro) clássicos do rock garageiro sessentista. Trata-se, portanto, de um disco eclético, ou coisa do gênero, mas nada que justifique sair pulando de alegria após ouvi-lo (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).