Gênero: Soul, Funk, R&B, Blues-Rock
Disco: The Commitments (Original Motion Picture Soundtrack)
Ano: 1991
Faixas:
1. Mustang Sally (Rice) 4:02
2. Take Me To The River (Green, Hodges) 3:36
3. Chain Of Fools (Covay) 2:58
4. The Dark End Of The Street (Penn, Moman) 2:34
5. Destination Anywhere (Ashford, Simpson) 3:08
6. I Can't Stand The Rain (Bryant, Peebles, Miller) 3:12
7. Try A Little Tenderness (Wood, Campbell, Connelly) 4:31
8. Treat Her Right (Kurtz, Head) 3:35
9. Do Right Woman Do Right Man (Penn, Moman) 3:15
10. Mr. Pitiful (Redding, Cropper) 2:07
11. I Never Loved A Man (Shannon) 3:09
12. In The Midnight Hour (Pickett, Cropper) 2:21
13. Bye Bye Baby (Wells) 3:21
14. Slip Away (Terrell, Daniels, Armstrong) 4:27
Créditos:
Robert Arkins: Vocals (faixas 8, 14)
Andrew Strong: Vocals (faixas 1, 2, 4, 7, 10, 12), Backing Vocals (faixa 8)
Niamh Kavanagh: Vocals (faixas 5, 9)
Angeline Ball: Vocals (faixas 3, 6), Backing Vocals (faixas 1, 2, 4, 5, 7-14)
Maria Doyle: Vocals (faixas 3, 11, 13), Backing Vocals (faixas 1, 2, 4, 5, 7-10, 12, 14)
Bronagh Gallagher: Backing Vocals (faixas 1-5, 7-14)
Félim Gormley: Alto Sax
Conor Brady, Dean Parks: Guitar
Fran Breehan: Drums
Paul Bushnell: Bass
Ronan Dooney: Trumpet
Eamonn Flynn, Mitchell Froome: Keyboards
Carl Geraghty: Tenor & Baritone Sax
Alex Acuña: Percussion
Disco: The Commitments Vol. 2 (Music From The Original Motion Picture Soundtrack)
Ano: 1992
Faixas:
1. Hard To Handle (Jones, Isbell, Redding) 2:23
2. Grits Ain't Groceries (Turner) 3:44
3. I Thank You (Hayes, Porter) 3:40
4. That's The Way Love Is (Whitfield, Strong) 4:08
5. Show Me (Tex) 2:56
6. Saved (Leiber, Stoller) 2:54
7. Too Many Fish In The Sea (Whitfield, Holland Jr.) 2:45
8. Fa-Fa-Fa-Fa-Fa (Sad Song) (Redding, Cropper) 2:52
9. Land Of A Thousand Dances (Kenner, Domino) 3:16
10. Nowhere To Run (Holland, Dozier, Holland Jr.) 3:39
11. Bring It On Home To Me (Cooke) 3:41
Créditos:
Robert Arkins: Vocals (faixas 3, 8, 11)
Andrew Strong: Vocals (faixas 1, 2, 5, 6, 9)
Niamh Kavanagh: Vocals (faixa 10), Backing Vocals (faixas 3, 4, 5, 6, 9, 11)
Angeline Ball: Vocals (faixas 4, 7, 11), Backing Vocals (faixas 1, 3, 5, 6, 8-10)
Maria Doyle: Backing Vocals (faixas 1, 7, 8, 10)
Bronagh Gallagher: Backing Vocals (faixas 1, 3-11)
Paul Bushnell: Bass
Conor Brady: Guitar
Eamon Flynn: Keyboards
Ronán Dooney: Trumpet
Félim Gormley: Alto Sax
Carl Gerghty: Tenor & Baritone Sax
Robbie Casserly, Fran Breehan: Drums
Alex Acuña: Percussion
Mitchell Froom: Additional Keyboards
Resenha:
A adaptação para o cinema do formidável romance de Roddy Doyle, The Comitments, concretizada por Alan Parker (nota minha: no Brasil, acrescentaram ao filme, lançado em 1991, o subtítulo "Loucos pela Fama"), manteve seu foco na música – os trabalhadores integrantes da banda que dá nome à fita tocavam soul e R&B pelos pubs da Irlanda.
A adaptação para o cinema do formidável romance de Roddy Doyle, The Comitments, concretizada por Alan Parker (nota minha: no Brasil, acrescentaram ao filme, lançado em 1991, o subtítulo "Loucos pela Fama"), manteve seu foco na música – os trabalhadores integrantes da banda que dá nome à fita tocavam soul e R&B pelos pubs da Irlanda.
Tanto o livro quando o filme abordam o amor pela música, então pouco importa se a trilha sonora ofereceu versões acabadas de canções mais conhecidas, que todos sabem de cor: contanto que fosse feito com um pouco de fervor (nota minha: a impressão que se tem é que, no original, o autor do texto faz um trocadilho com o gênero musical "soul", embaralhando significados), o filme funcionaria (nota minha: como de fato funcionou, tornando-se um sucesso mundial) e a trilha sonora seguiria suas pegadas. Nesse sentido, a Commitments é prima da Blue Brothers, a banda através da qual John Belushi e Dan Aykroyd prestaram tributo para o mesmo gênero musical, com a diferença que Jake e Elwood tinham por trás o elenco da gravadora Stax (as vantagens do estrelato...), ao passo que os músicos de Parker eram operários irlandeses. Isso parece emprestar à Commitments algum grau de autenticidade e permite a indagação: como a banda executou canções tão familiares sem se perder no caminho? E mesmo que a descrição dos músicos profissionais possa sugerir algo contrário, não houve ruídos na produção.
Afinal, trata-se de música a serviço de um filme e, por conseguinte, habilmente produzida: os metais transmitem energia, as guitarras são nítidas, as baterias, firmes e esmeradas, um somatório do melhor para mostrar a retumbante banda de bar de Andrew Strong – seu culto a Otis (nota minha: Otis Redding, famoso cantor americano de soul dos anos 60) evoca uma mistura de Rod Stewart e Mick Hucknall – e Maria Doyle saudando Aretha Franklin. Tudo isso soa muito bem, embora um pouco genérico: são grandes canções executadas com maestria, e se o grupo não se afigura distintivo, pelo menos se adequa de coração aberto ao espírito do filme, que é a celebração da música de estirpe (Stephen Thomas Erlewine, AllMusic; tradução livre do inglês).

