Banda: Lorelle Meets The Obsolete
Disco: Corruptible Faces
Ano: 2013
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Shoegaze, Neo-Psychedelia, Noise Pop
Faixas:
1. Tales From A High Line (4:30)
2. The In-Between (3:45)
3. Aging Places (1:07)
4. Morning Darkness (4:08)
5. The December Riots (5:53)
6. Art For Free (4:06)
7. The Lonely (5:02)
8. And Time Will Act Upon Them (3:24)
9. Strands Of Our Time (2:35)
10. Abyss Of The Future (2:34)
Bonus Tracks: "Live In Mexico City EP"
11. And Time Will Act Upon Them (6:11)
12. The In-Between (4:47)
13. What's Holding You? (4:21)
14. Traveler (5:17)
15. Sealed Scene (4:00)
16. Uncomfortable Knot (2:41)
Músicas de autoria de Alberto González e Lorena Quintanilla.
Créditos:
🔘Lorelle: Vocals, Electric & Acoustic Guitars, Organ, Bass
🔘The Obsolete: Drums, Percussion, Bass, Organ, Synthesizer, Electric Piano, Acoustic & Electric Guitars, Vocals, Keyboards
Músicos adicionais:
🔘Alejandro Elizondo: Drums (faixas 1, 2, 7)
🔘Carlos González: Drums (faixas 11-16)
🔘Francisco Lozano: Bass (faixas 11-16)
Biografia:
O grupo mexicano Lorelle Meets The Obsolete busca inspiração em quase todas as vertentes da música psicodélica dos anos 60 ⎼ do folk-rock estardalhante ao rock bodegueiro dos motociclistas ⎼, mas adiciona elementos do rock barulhento dos anos 90 e também (mais tarde) da música eletrônica vanguardeira. No começo, quando era uma dupla, a LMTO criou sons sombrios e tormentosos, em álbuns como "Corruptible Faces", de 2013, que refletiam a vida claustrofóbica que seus integrantes levavam nas cidades de Guadalajara e México (capital). Após se mudar para Baja, uma cidade mais aprazível, a sonoridade do duo se tornou menos tradicionalmente psicodélico e mais experimental. Em "De Facto", de 2019, houve o aumento de sintetizadores, e em "Datura", de 2023, predominou o dub dispersivo e o rock ruidoso, com influência da música industrial.

A banda se formou depois que o grupo roqueiro psicodélico Soho Riots, de Alberto González e Lorena Quintanilla, se rompeu no início da década de 2010. Reestruturando-se como uma dupla (Quintanilla na guitarra e nos vocais, e González tocando todos os outros instrumentos, inclusive guitarra), e morando em Guadalajara, a LMTO lançou seu primeiro álbum, "On Welfare", em maio de 2011, pela gravadora Captcha Records. No ano seguinte, o grupo soltou o single "Ghost Archives", masterizado por Cooper Crain, tecladista da Bitchin Bajas, marcando o início de um longo relacionamento de trabalho entre os dois. Na época, o duo já morava na cidade do México, e seu segundo disco longo, "Corruptible Faces", masterizado novamente por Crain, saiu pela Captcha no começo de 2013.

Alberto e Lorena realizaram uma grande turnê ao longo de 2013, acompanhados do baixista Francisco Lozano e do baterista Carlos González. E suas apresentações resultaram no EP "Live in Mexico City", lançado em meados de 2013. Entrementes, outro álbum já se encontrava pronto para sair, gravado no estúdio MINBAL, de Chicago, e tendo na engenharia de som Cooper Crain, Mikale De Graff e Alex Narinskiy. "Chambers", lançado pelas gravadoras Captcha Records e Sonic Cathedral (americana e britânica, respectivamente), foi o álbum mais bem-sucedido da banda até o momento (para a banda, o disco também se tornou especial por ter um dos seus ídolos, Sonic Boom, da Spacemen 3, na masterização).
Nesse meio-tempo, a dupla se mudou para Ensenada, na Baixa Califórnia, México, uma cidade mais tranquila, objetivando compor e ensaiar em tempo integral, a par de estabelecer uma base melhor para excursionar pelos Estados Unidos (por sinal, uma turnê americana teve lugar em 2014). Um dos pontos altos do grupo foi tocar no Austin Psych Fest; outro foi um show esgotado em Londres, registrado em vinil e intitulado "Live In London", editado em 2014 através da Sonic Cathedral.

Os músicos de apoio da dupla, na ocasião, compreendiam o baterista Dario Lucchesi e o baixista Fernando Nuti, do grupo italiano New Candys. González e Quintanilla voltaram do tour e já começaram a gravar o próximo álbum. Só que, em vez dos dois dias que levaram para registrar "Chambers", os dois se esforçaram bastante, chegando a gravar duas versões de cada música, selecionando então a que lhes soasse mais palatável ou que melhor se encaixasse no clima que estavam tentando capturar. "Balance", mixado de novo por Cooper Crain e masterizado pelo prolífico produtor australiano Mikey Young, chegou às lojas em setembro de 2016, por intermédio das gravadoras Captcha Records e Sonic Cathedral.

Após viajar divulgando o álbum, ao lado do baixista Nuti, do baterista Andrea Davì e do tecladista José Orozco, a dupla resolveu erguer um estúdio caseiro, auxiliada por Orozco. Enquanto isso, Quintanilla, usando o pseudônimo J. Zunz, gravou o álbum solo "Silente", lançado no encerramento de 2017. Logo depois, o grupo se reencontrou para dar início às gravações de outro disco de sua autoria. Duas grandes mudanças aconteceram então: Nuti e Davì se efetivaram na LMTO, e as gravações passaram a ser feitas ao vivo com todos os músicos no mesmo recinto. Como parte da nova técnica, muitas músicas procederam de sessões de improvisações e experimentações, sendo que, às vezes, a guitarra só entrava no final das gravações. O álbum "De Facto", de 2019, foi o trabalho mais desafiador da banda até aquele momento: a guitarra ficou reduzida, em prol de um som mais áspero, fortalecido, não raro, por teclados. "Re-Facto", um EP complementar, contendo duas faixas descartadas no álbum e remixadas por Pye Corner Audio e CC Crain, saiu no início de 2020, enquanto o grupo excursionava em território ianque.

A pandemia de COVID-19 atingiu os integrantes do grupo no interior de Nova Iorque, e o jeito foi fazer um financiamento coletivo visando a arrecadar o dinheiro necessário para o regresso às suas casas. Chegando lá, a banda fez uma pausa. Quintanilla, novamente apelidando-se como J. Zunz, lançou, ao término de 2020, o álbum "Hibiscus". E 2021 sinalizou o retorno do grupo, cujo primeiro movimento consistiu em revisitar o passado, gravando vídeos de músicas do início da sua carreira, mas atualizadas. Esse exercício nostálgico reanimou a banda a compor e gravar novamente, e logo ela estava trabalhando em seu estúdio caseiro, ao lado, outra vez, de Nuti e Davì. E desovou um conjunto de canções minimalistas, influenciadas pelas cenas no
wave, industrial
hip-hop e música
avant-garde eletrônica, em sua maioria despidas de
overbubs e calcadas em sintetizadores. Nesse ínterim, Quintanilla gravava o terceiro álbum ("Del Aire") de seu alônimo, J. Zunz, e certos sons eletrônicos experimentais que ela estava usando também se infiltraram na sonoridade da LMTO. "Datura", o último álbum de estúdio da banda, mixado por Jace Lasek, do grupo Besnard Lakes, veio à tona em junho de 2023, pela costumaz gravadora Sonic Cathedral (Tim Sendra,
AllMusic; tradução livre do inglês).