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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

The Urges - Time Will Pass

Banda: The Urges
Disco: Time Will Pass
Ano: 2016
Gênero: Alternative Rock, Garage Rock Revival, Neo-Psychedelia
Faixas:
1. Passing Us By (3:21)
2. Echoes Softly (3:14)
3. I've Been Here Before (3:56)
4. A Face Made For Sorrow (2:57)
5. In The End (The End Is All) (3:22)
6. Find Another Way (2:27)
7. Now I See (3:42)
8. Strangers (2:26)
9. Meanwhile (2:54)
10. Time Will Pass (5:05)
Músicas de autoria de Jim Walters e Peter Smith.
Créditos:
Ken Mooney: Vocals, Drums, Percussion
Ross McGee: Bass Guitar
Peter Smith: Vocals, Guitars, Strings
Jim Walters: Vocals, Guitars, Sitar
Thomas D'Arcy: Organ, Keyboards

Resenha:
A história sempre mostra que longos períodos de inatividade podem pulverizar uma banda, ou, quando menos, aplacar-lhe a emoção. Todavia, no caso da irlandesa Urges, de Dublin, o efeito parece ter sido o oposto: seu novo álbum, após quase uma década, tem toda a energia e o vigor de um grupo iniciante. Liricamente embebido pela percepção de que ninguém pode deter a marcha do tempo, o segundo LP da banda  (nota minha: o primeiro, "Psych Ward", já foi postado aqui) é uma profusão de sofisticado e refinado rock psicodélico. 
O disco abre com os metais e o órgão Hammond aconchegante de "Passing Us By", mas não faltam regalos viajantes e agradáveis no LP de 10 faixas. A hipnótica e cinematográfica "In The End", conduzida pela cítara, é um grande momento, assim como a sedutora e provocante "Meanwhile", que não ficaria deslocada no projeto "Desert Sessions", de Josh Homme. O cantor Jim Walters é o MVP da banda (nota minha: ao que consta, MVP seria a sigla de "most valuable player" ou "most value poet", o que significaria, relativamente à Urges, que Jim Walters seria o músico ou o poeta mais importante do grupo) e sua incisiva voz é uma mistura de Ian McCulloch (nota minha: da Echo & The Bunnymen) e James Skelly (nota minha: da Coral), sobretudo na roqueira e frenética "A Face Made For Sorrow". Sim, bandas como Doors, Love e, mais recentemente, Eighties Matchbox B-Line Disaster seguiram caminhos semelhantes, mas esta máquina do tempo merece ser acionada novamente (e de novo) (Edwin McFee, Hot Press; tradução livre do inglês).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

The Urges - Psych Ward

Banda: The Urges
Disco: Psych Ward
Ano: 2007
Gênero: Alternative Rock, Garage Rock Revival
Faixas:
1. Jenny Jenny (2:13)
2. I Gotta Wait (3:14)
3. You Don't Look So Good (2:55)
4. It Ain't Right (3:06)
5. You're Gonna Find Out (2:06)
6. The 13th Floor (4:56)
7. Salvaje (2:28)
8. So Uptight (2:26)
9. The Urges Theme (3:46)
10. Read The Signs (2:35)
11. Curse It All (2:23)
12. Psych Ward (3:18)
Músicas de autoria de Glen Lee Flynn e Jim Walters.
Créditos:
Jim Walters: Vocals
Glen Lee Flynn: Lead Guitar
Gary Clarke: Organ, Rhythm Guitar
Ken Mooney: Drums
Ross McGee: Bass Guitar

Resenha:
A Urges vem de Dublin, na Irlanda, mas você jamais desconfiaria disso ouvindo o seu primeiro disco, "Psych Ward". A julgar por estas 12 faixas, a Urges vive em alguma terra encantada, onde a caxemira e o Nehru ainda ditam a moda, o sarcasmo predomina nas comunicações humanas e as guitarras distorcidas e os órgãos Farfisa são executados normalmente. 
A Urges acerta a mão em "Psych Ward", captando a sonoridade garageira da metade dos anos 60 com fantástica precisão, destacando-se as inspiradas e pesadas canções de três acordes, a vigorosa, ruidosa e distorcida música para o estiloso vocal de Jim Walters e a imponente produção analógica de Circo Perrotti. Há momentos em que "Psych Ward" soa exatamente como algumas gravações perdidas de Standells ou Chocolate Watchband até você ler os créditos e verificar que foi a Urges, por si mesma, quem interpretou as canções, em pleno século 21! 
A Urges é tão competente em recriar o som roqueiro antigo que se torna difícil dizer se a sua música é nova e diferente; a banda pode ser boa o suficiente para se passar por um dos grupos que a influenciaram no seu esplendor, mas suas canções também podem soar como algo que você já escutou, ainda que gravadas em 2008, e isso pode representar uma faca de dois gumes. Os aficionados do rock garagem gostarão, sem dúvida, de "Psych Ward" (com a devida aprovação de Little Steven Van Zandt, que inclusive o lançou nos Estados Unidos através da sua gravadora, Wicked Cool), mas a carência de uma sonoridade singularizada denota que a banda está pregando apenas para os convertidos e outros poucos (Mark Deming, AllMusic; tradução livre do inglês).