Banda: The Urges
Disco: Time Will Pass
Ano: 2016
Gênero: Alternative Rock, Garage Rock Revival, Neo-Psychedelia
Faixas:
1. Passing Us By (3:21)
2. Echoes Softly (3:14)
3. I've Been Here Before (3:56)
4. A Face Made For Sorrow (2:57)
5. In The End (The End Is All) (3:22)
6. Find Another Way (2:27)
7. Now I See (3:42)
8. Strangers (2:26)
9. Meanwhile (2:54)
10. Time Will Pass (5:05)
Músicas de autoria de Jim Walters e Peter Smith.
Créditos:
Ken Mooney: Vocals, Drums, Percussion
Ross McGee: Bass Guitar
Peter Smith: Vocals, Guitars, Strings
Jim Walters: Vocals, Guitars, Sitar
Thomas D'Arcy: Organ, Keyboards
Resenha:
A história sempre mostra que longos períodos de inatividade podem pulverizar uma banda, ou, quando menos, aplacar-lhe a emoção. Todavia, no caso da irlandesa Urges, de Dublin, o efeito parece ter sido o oposto: seu novo álbum, após quase uma década, tem toda a energia e o vigor de um grupo iniciante. Liricamente embebido pela percepção de que ninguém pode deter a marcha do tempo, o segundo LP da banda (nota minha: o primeiro, "Psych Ward", já foi postado aqui) é uma profusão de sofisticado e refinado rock psicodélico.
O disco abre com os metais e o órgão Hammond aconchegante de "Passing Us By", mas não faltam regalos viajantes e agradáveis no LP de 10 faixas. A hipnótica e cinematográfica "In The End", conduzida pela cítara, é um grande momento, assim como a sedutora e provocante "Meanwhile", que não ficaria deslocada no projeto "Desert Sessions", de Josh Homme. O cantor Jim Walters é o MVP da banda (nota minha: ao que consta, MVP seria a sigla de "most valuable player" ou "most value poet", o que significaria, relativamente à Urges, que Jim Walters seria o músico ou o poeta mais importante do grupo) e sua incisiva voz é uma mistura de Ian McCulloch (nota minha: da Echo & The Bunnymen) e James Skelly (nota minha: da Coral), sobretudo na roqueira e frenética "A Face Made For Sorrow". Sim, bandas como Doors, Love e, mais recentemente, Eighties Matchbox B-Line Disaster seguiram caminhos semelhantes, mas esta máquina do tempo merece ser acionada novamente (e de novo) (Edwin McFee, Hot Press; tradução livre do inglês).




