Banda: Motorpsycho
Gênero: Alternative Rock, Stoner Rock, Hard Rock, Progressive Rock, Neo-Psychedelia, Heavy Psych

Disco: Lobotomizer
Ano: 1991
Faixas:
1. Lobotomizer (Ryan, Sæther) 1:02
2. Grinder (Motorpsycho, Sæther) 3:40
3. Hogwash (Sæther) 8:19
4. Home Of The Brave (Sæther) 6:42
5. Frances (Sæther) 3:39
6. Wasted (Sæther) 3:58
7. Eternity (Ryan, Sæther, Blake) 2:08
8. TFC (Sæther) 11:52
Créditos:
Bent: Bass, Vocals
Snah: Guitars, Vocals
Killer: Drums
Músico adicional:
Geir Nilsen: Hammond (faixa 3)

Disco: 8 Soothing Songs For Rut
Ano: 1992
Faixas:
1. Have Fun (Sæther) 3:48
2. Loaded (Gebhardt, Sæther, Ryan) 2:50
3. Lighthouse Girl (Ryan, Sæther) 9:23
4. Sister Confusion (Sæther) 5:53
5. The Wait (Sæther, Ryan) 6:41
6. Step Inside (Sæther) 7:11
7. We All Float Down Here Too! (Gebhardt, Sæther, Ryan) 1:06
8. California Dreamin' (Phillips, Gilliam) 5:07
Créditos:
Snah: Electric & Acoustic Guitars, Background Vocals, Moog Taurus Bass Pedals
Gebhardt: Drums
Bent: Lead & Background Vocals, Bass Guitar, Acoustic & Electric Guitars, Percussion
Músico adicional:
Lars Lien: Keyboards, Background Vocals
Biografia:
Incorporando o nome do filme americano homônimo, de exploração sexual, dirigido em 1965 por Russ Meyer, a Motorpsycho é uma eclética banda norueguesa, cuja sonoridade funde, ousadamente, rock progressivo, psicodelia, rock alternativo, folk-rock, rock pesado, jazz, country e heavy metal da escola antiga. Estabelecido em Trondheim, o grupo surgiu com todo o gás no final dos anos 80, mas pegou fogo mesmo com o ambicioso terceiro álbum, "Demon Box", desdobrado em dois LPs e que rendeu à banda uma indicação ao Grammy norueguês. Com um fã-clube instituído, a Motorpsycho decidiu se cacifar em casa e no exterior, lançando uma série de aclamados discos que exploram gêneros irrestritamente, destacando-se: "Phanerothyme" (2001), "Child Of The Future" (2009) ) e "The Tower" (2017).

A Motorpsycho foi formada no outono de 1989 pelo guitarrista Hans Magnus "Snah" Ryan, o baixista Bent Saether e o baterista Kjell Runar "Killer" Jenssen, que se conheceram tocando, ao lado de várias bandas, no circuito regional das casas noturnas. Depois de gravar uma demo em 1990 (lançada com o nome de "Maiden Voyage") e soltar o primeiro álbum, "Lobotomizer", em 1991, Jenssen deixou a banda, e Håkon Gebhardt, um amigo de Ryan do tempo de colégio, assumiu as baquetas.
Após alguns EPs e discos em vinil, a Motorpsycho adicionou um quarto membro, o tecladista Helge Sten, e lançou, em 1993, o álbum duplo "Demon Box", que recebeu críticas entusiasmadas e ajudou a expandir o número dos seus admiradores. A banda permaneceu ocupada em gravações, lançando dois EPs no final de 1993 e no início de 1994 e culminando com "Timothy's Monster", um extenso álbum distribuído em duas versões: uma com dois CDs e outra com três LPs. Quando "Timothy's Monster" veio a lume, Sten decidiu atuar na banda apenas esporadicamente, em trabalhos de estúdio e shows ao vivo, conforme sua agenda permitisse; em contrapartida, ingressaram o guitarrista Morten Fagervik e o tecladista Lars Lien.

Em 1995, o grupo lançou "The Tussler", contendo a trilha sonora de um filme fictício. E, no ano seguinte, apesar da agenda cheia, emitiu "Blissard". Quando "Angels And Daemons At Play" estava prestes a sair, em 1997, Fagervik e Lien pediram o boné. O trio restante, Ryan, Saether e Gebhardt, permaneceu na ativa e desovou, em 1988, o disco de estúdio "Trust Us", além do primeiro da série Roadwork (coletâneas de gravações ao vivo, retiradas dos arquivos do grupo), em 1999.
No século XXI, a Motorpsycho manteve uma rotina frenética de gravações e concertos, lançando, entre 2000 e 2003, quatro discos de estúdio, mais um Roadwork e um EP com a participação da banda Jaga Jazzist Horns. Foi um período em que elementos do jazz e da música eletrônica também começaram a desempenhar um papel mais relevante em sua música. Em 2005, Gebhardt deixou a banda, e o álbum "Black Hole/Black Canvas", de 2007, foi gravado pela dupla Ryan e Saether, tendo como convidados o percussionista Jacco van Rooij e o vibrafonista Oyvind Brandtsegg. Editado em 2008, "Little Lucid Moments" assinalou a estreia do novo baterista, Kenneth Kapstad. Em 2009, o grupo comemorou seu 20° aniversário com o lançamento do LP (só em vinil) "Child Of The Future", gravado com o engenheiro de som Steve Albini. Outro álbum de estúdio, "Heavy Metal Fruit", surgiu em 2010, sequenciado, em 2011, pelo quarto disco da coleção Roadwork.

Em 2012, a Motorpsycho, em parceria com o tecladista, compositor e arranjador Ståle Storløkken (Supersilent, Elephant9, Humcrush, Terje Rypdal) e a Orquestra de Jazz de Trondheim, lançou uma versão, reinterpretada em estúdio, do concerto The Death Defying Unicorn, realizado em 2011. O disco foi uma encomenda do Molde International Jazz Festival, em celebração dos seus 50 anos. O grupo retornou com "Still Life With Eggplant", de 2013, disco de difícil classificação, seguido pelo espichado "Behind The Sun", de março de 2014. Mais tarde, na primavera de 2014, a banda anunciou a gravação de "The Motorpnakotic Fragments", lançado em edição extremamente limitada (1200 cópias), no outono de 2014, contendo quatro singles em vinil de 7", além de um CD do disco inteiro.
A Motorpsycho iniciou 2015 emitindo uma versão de luxo (quatro CDs e um DVD) do álbum "Demon Box", de 1993. Originalmente gravado como um disco duplo, "Demon Box" foi reeditado posteriormente e relançado num único disco. No box de 2015, restaurou-se a gravação do álbum na sequência apropriada, remasterizou-se o disco e acrescentaram-se EPs bônus, gravações raras e um DVD contendo o registro de um show de 1993. Ainda em 2015, veio o LP "En Konsert For Folk Flest", gravado ao vivo, novamente com Ståle Storløkken.

No mesmo ano, o Rockheim, museu nacional norueguês do rock, exibiu uma exposição retrospectiva de 25 anos da banda, chamada Supersonic Scientists. Aproveitando o mote, o grupo, pela primeira vez em sua carreira, montou a compilação "Supersonic Scientists: A Young's Guide To Motorpsycho", apresentando faixas de cada um dos discos do catálogo "regular" de estúdio da banda, que ficaram de fora de trilhas sonoras, de gravações ao vivo, de colaborações e de projetos especiais. Depois, em fevereiro, foi a vez de novo single, "Spin Spin Spin", cover de H.P. Lovecraft, na versão de Terry Callier.
O disco longo "Here Be Monsters" veio à tona um mês depois. As origens do álbum repousam numa comissão formada para o jubileu de cem anos do Museu Técnico da Noruega, em novembro de 2014. A música foi composta visando à versão expandida da Motorpsycho com Storløkken, se bem que Storløkken não participou das gravações devido a restrições temporais. Em seguida à turnê para divulgação de "Here Be Monsters", o baterista Kapstad debandou, deixando a cargo de Sæther e Ryan a tarefa de comporem e ensaiarem as músicas que fizeram parte da trilha sonora da peça "Begynnnelser", do dramaturgo Carl Frode Tiller. Em 2017, um álbum duplo, gravado ao vivo, e um DVD de "Begynnelser" foram lançados. Também se anunciou que o baterista Tomas Järmyr se juntara à banda como membro efetivo. Järmyr estreou no LP de estúdio, duplo, "The Tower", de 2017. Em seguimento, o grupo editou "The Crucible", álbum com três faixas que, em termos sonoros e visuais, começou onde "The Tower" terminou, conquanto não pudesse ser chamado exatamente de "sequencial". Mais bem-acabado liricamente, mais nitidamente focado e musicalmente idiossincrático, "The Crucible" foi gravado nos estúdios Monnow Valley, no País de Gales, em agosto de 2018, com produção de Andrew Scheps e Deathprod e lançamento em março de 2019.

Em 2020, a Motorpsycho soltou "The All Is One", completando a informal Trilogia Gullvåg – iniciada por "The Tower" e sequenciada por "The Crucible". Gravado na França e na Noruega, entre setembro e novembro do ano anterior, o álbum duplo foi planejado para ser lançado na primavera, mas acabou adiado até o verão. Metódico, o grupo retornou ao estúdio, no período protelado, e supervisionou cuidadosamente a gravação. "The All Is One" foi comercializado em agosto, através da Rune Grammofon. O disco, além de alcançar as paradas, também mereceu indicação ao Spellemannprisen (premiação equivalente ao Grammy na Noruega), na categoria álbum do ano.
Após realizar apenas alguns poucos shows, em razão da pandemia, a banda entrou em estúdio novamente, compondo e gravando material novo, durante meses, caracterizado por uma sonoridade conscientemente pesada. Daí adveio "Kingdom Of Oblivion", álbum duplo de 70 minutos, que marcou o reencontro do grupo com o hard rock e o metal, sem se afastar dos experimentos mais recentes com o rock progressivo.
Depois de concluir a Trilogia Gullvåg, a Motorpsycho permaneceu com foco roqueiro no disco "Ancient Astronauts", de 2022. Reencontrando-se com o produtor Deathprod por cinco dias no estúdio Amper Tone, em Oslo, o grupo improvisou, compôs e gravou ao vivo as músicas que formaram as quatro faixas do disco, entre elas o longo número instrumental (22 minutos) "Chariot Of The Sun: To Phaeton On The Occasion of Sunrise (Theme From An Imagined Movie)"; vocais, alguns teclados e guitarras adicionais foram acrescidos posteriormente.
A partir de "Here Be Monsters", de 2014, o enfoque da banda se deslocou para uma ambiciosa musicalidade conceitual, fiada mais em rock progressivo, jazz, arranjos e habilidades improvisatórias do que em sua reconhecida capacidade de composição. Quase como uma reação a isso, Sæther escreveu dez canções em formato acústico, que a banda registrou com uma produção pop, intimista e sem rodeios, inspirada em influências musicais dos anos 70 e 80. Coproduzido por Fisk e Lars Fredrik Swahn, "Yay" foi gravado pelo trio Järmyr, Ryan e Sæther, e lançado exclusivamente pelo selo Stickman em junho de 2023 (Mark Deming,
AllMusic; tradução livre do inglês).