domingo, 27 de abril de 2014

The Scruffs - Wanna' Meet The Scruffs?


Banda: The Scruffs
Disco: Wanna' Meet The Scruffs?
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Power Pop
Ano: 1977(*)
Faixas:
1. Break The Ice (Burns) 2:36
2. My Mind (Burns) 2:13
3. You're No Fun (Branyan, Burns) 2:31
4. Frozen Girls (Burns) 3:04
5. I've Got A Way (Branyan, Burns) 1:58
6. Tragedy (Burns) 2:11
7. This Thursday (Burns) 2:26
8. Revenge (Burns) 2:51
9. She Say Yea (Burns) 2:52
10. Tommy Gun (Burns) 3:52
11. Sad Cafe (Branyan, Burns) 2:33
12. I'm A Failure (Burns) 2:25
13. Bedtime Stories (Branyan, Burns) 3:56
Créditos:
Dave Branyan: Lead Guitars, Vocals
Zeph Paulson: Drums, Vocals
Rick Branyan: Bass Guitar, Piano, Vocals
Stephen Burns: Vocals, Guitars, Piano, Arp
(*) CD lançado em 2002.

Biografia:
Parecia nova-iorquina e soava inglesa, mas a Scruffs vinha do sul dos Estados Unidos (Memphis, Tennessee, para ser exato) e teve os seus quinze minutos de fama com o lançamento do seu único LP, "Wanna Meet The Scruffs?", de 1977 (nota minha: engana-se Dougan, pois, na verdade, a banda lançou vários discos; o curioso é que o próprio AllMusic lista vários álbuns da banda, contrariando o seu resenhista). Inspirada no som dos grupos Raspberries e Big Star (lendária banda de Memphis), que também seguiam o estilo power pop, a Scruffs, apesar do seu nome engraçadinho, era uma poderosa banda de rock, que simplesmente se perdeu no meio de tantos outras menos talentosas, esnobes em seus terninhos.


O grupo conseguiu virar a cabeça de um influente crítico, o autoproclamado "Decano dos Críticos Americanos de Rock" (nota minha: no original, só consta "the dean himself", mas a Wikipedia confirma o longo título que o crítico se autoconcedeu), Bob Christgau, que, mediante a concessão de uma nota A (nota minha: o texto não esclarece, mas devia ser a nota máxima) para "Wanna Meet" no seu mensário Guia do Consumidor, afirmou que o disco "quebra as harmonias, abandona os clichês e produz uma energia impetuosa". Ele estava certo, mas isso não foi suficiente para evitar que a Scruffs desaparecesse da face da Terra (nota minha: outro engano de Dougan, decorrente do seu equívoco anterior, por acreditar que a banda lançou um álbum, tão somente) (John Dougan, AllMusic; tradução livre do inglês).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Gordon Fights - Gordon Fights


Banda: Gordon Fights
Disco: Gordon Fights
Ano: 2011
Gênero: Blues-Rock, Hard Rock
Faixas:
1. As I Please (7:06)
2. Birds & Flowers (3:08)
3. I'm Gonna Wait (3:36)
4. Dance Quite Well (3:47)
5. Brothers & Sisters (4:53)
6. Time Machine (3:34)
7. No Rope (3:42)
8. Little Darling (3:03)
9. Warrior (6:36)
10. Parasite (8:15)
Não se conseguiu descobrir a autoria das músicas.
Créditos:
Viktor Balkewitsch Persson: Vocals, Guitar, Harmonica
Rasmus Söderling: Drums, Percussion
Tobias Alpadie: Guitar
Patrik Engström: Bass
Anders Carlsson: Keys, Percussion

Resenha:
Essa banda sueca me era totalmente desconhecida, mas sabendo que foi um dos grupos que tocaram, neste ano, no festival Duna Jam, na Sardenha, Itália, interessei-me em ouvi-la. Não foi difícil obter um exemplar do disco da banda através da Transubstans Records. Pois depois de tanto mastigar a Gordon Fights, é hora de digeri-la.


O som da Gordon Fights enraíza-se no hard rock setentista, com uma pitada de sonoridade alternativa moderna, evidenciando, assim, suas pretensões. A banda tenta evocar o espírito dos anos 70, mas mirando a contemporaneidade. Faixas como "I'm Gonna Wait" e "Time Machine" funcionam como contrapeso para o restante do disco, calcado na nostalgia setentista. De qualquer modo, as duas faixas citadas não chegam a fugir totalmente do som de uma época que a maioria das pessoas ainda prefere.


Estilisticamente, esse quinteto busca amoldar as características de Led Zeppelin, The Who, The Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd ao "moderno". Uma certa versatilidade em sua dinâmica musical ilumina o álbum, desde a faixa de abertura, "As I Please", até a música de encerramento, "Parasite". A banda agita e  inflama, mas também sabe tirar o pé do acelerador e frear. Cada canção tem seus momentos alvoroçados e calmos, e não há nada de memorável em se tratando da estrutura melódica. Mas a maneira como a banda toca é interessante e soa bastante distintiva e atual.


Bem, considerando tudo que foi lançado neste ano, seria uma tarefa difícil inserir o álbum da Gordon Fights no ranking de 2011, mas certamente não se trata de um disco fraco. Então vamos deixar que o tempo o situe na história da música. Confira! (Nikola Savić, ProgSphere; tradução livre do inglês).

sábado, 19 de abril de 2014

The Lake Effects - It's About Time


Banda: The Lake Effects
Disco: It's About Time
Ano: 2006
Gênero: Jam Band
Faixas:
1. KOS (2:47)
2. The Sun Shines (0:44)
3. Saving Something (2:24)
4. On My Way Down (2:28)
5. Before Triumph (1:57)
6. And Days Go By (2:39)
7. Fake Friends (2:44)
8. Persephone (3:36)
9. Fix This Mess (3:41)
10. Misled (3:56)
11. Last Line (3:55)
12. KOS [Reprise] (7:47)
Não se conseguiu descobrir a autoria das músicas.
Créditos:
Patrick Brennan: Guitars, Piano, Vocals
Brian Pauley: Guitars
Jesse Meekins: Percussion, Synthesizer
Christian Woltman: Bass

Resenha/Biografia:
"A sonoridade da Lake Effects é complexa e esplendidamente executada, ainda que sútil, às vezes." Dave Bolger - The Daily Kent Stater
"Seu primeiro CD, 'It's About Time', é uma demonstração perfeita do que a banda é, e ela é puro rock. Com seus inspiradores riffs de guitarra, canções melódicas e vocais minimalistas, essa banda não faz nada que possa estranhar. 'On My Way Down', a favorita do público, apresenta uma pegada de baixo que conduz a música para um caminho primoroso. 'Persephone', uma balada pianística, sombria e perturbadora, cantada pelo vocalista Patrick Brennan, prova que a banda não é unidimensional." Steven Huszai -The Cleveland Free Times


A Lake Effects é formada por Patrick Brennan (guitarras, piano e vocais), Brian Pauley (guitarras), Jesse Meekins (percussão e sintetizadores) e Christian Woltman (baixo).
No seu primeiro disco, "It's About Time", o grupo captura a empolgação e a energia das suas apresentações ao vivo no nordeste de Ohio, EUA. Um trabalho gerado pela paixão, "It's About Time" começou a ser gravado no início de 2005 e foi constantemente elaborado até que a marca da Lake Effects ficasse ali cunhada (CD Universe; tradução livre do inglês).

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ruth Ruth - Discografia básica

Banda: Ruth Ruth
Gênero: Alternative Pop, Indie Rock, Post-Grunge

 

Disco: Laughing Gallery
Ano: 1995
Faixas:
1. Uninvited (4:06)
2. Uptight (3:24)
3. All Readydown (3:14)
4. Bald Marie (3:54)
5. Mission Idiot (2:14)
6. Amnesia (3:23)
7. Neurotica (3:05)
8. Don't Shut Me Out (3:02)
9. Pervert (2:58)
10. I Killed Meg The Prom Queen (2:34)
11. I Grew Up (2:27)
12. G.I. Youth (3:02)
Músicas de autoria de Chris Kennedy.
Créditos:
Chris Kennedy: Vocals, Bass
Mike Lustig: Guitar
Dave Snyder: Drums


Disco: The Little Death
Ano: 1996
Faixas:
1. Julia, You Have No Heartbeat (2:12)
2. Brave Girl (1:46)
3. Jerome (3:20)
4. Tenderlung (2:36)
5. Ugly Talents (3:02)
6. Daddy Can't Shoot (4:55)
Músicas de autoria de Chris Kennnedy.
Créditos:
Chris Kennedy: Vocals, Bass
Mike Lustig: Guitar
Dave Snyder: Drums


Disco: Are You My Friend?
Ano: 1998
Faixas:
1. Condition (3:41)
2. Cadillac, Michigan (3:51)
3. HER From Planet Fur (3:28)
4. Think! Anatomic (2:05)
5. Chemical Peel (2:52)
6. Agent 99 (2:33)
7. Dedicate It To You (3:05)
8. Kaboom (3:00)
9. If I Can't Have You (3:40)
10. Ponies (2:28)
11. Calling Jupiter (4:06)
12. Turning To Eva (2:10)
13. Brainiac (2:22)
Músicas de autoria de Chris Kennedy.
Créditos: 
Chris Kennedy: Vocals, Bass
Mike Lustig, Michael Kotch: Guitar, Background Vocals (faixa 9)
Christian Nakata: Drums, Background Vocals (faixa 9)
Músicos adicionais:
Reeves Gabrels: Additional Guitar (faixa 1)
Mark Piati: Keyboards (faixas 1, 3, 5, 6)
Jane Scarpantoni: Cello (faixas 6, 9)
Lorenza Ponce: Violin (faixas 6, 9)
Joan Wasser: Violin (faixa 6)
Julian Maile: Theremin (faixa 12)


Disco: Right About Now
Ano: 2004
Faixas:
1. Waiting For The Rain (2:49)
2. Electric (2:59)
3. Head In A Cloud (2:39)
4. Every Time We Go To Bed (3:24)
5. Pay It No Mind (2:32)
6. Jim Baio (2:27)
7. Do Anything (2:32)
8. Right About Now (2:47)
9. Cry My Head Off (2:50)
10. Bishop Ground, NY (1:53)
Músicas de autoria de Chris Kennedy.
Créditos:
Chris Kennedy: Vocals, Bass
Mike Lustig: Guitar
Michael Kotch: Additional Guitar
Christian Nakata: Drums
Músico adicional:
Leila Mack: Vocals (faixa 4)


Disco: Live In Toronto
Ano: 2009
Faixas:
1. Bald Marie (3:50)
2. All Readydown (3:13)
3. Pervert (3:19)
4. Uninvited (3:47)
5. Brainiac (2:18)
6. Don't Shut Me Out (3:14)
7. Neurotica (3:18)
8. I Grew Up (2:39)
9. I Killed Meg The Prom Queen (2:42)
10. Amnesia (3:12)
11. Uptight (4:27)
Músicas de autoria de Chris Kennedy.
Créditos:
Chris Kennedy: Vocals, Bass
Mike Lustig: Guitar
Christian Nakata: Drums


Biografia:
O trio punk pop Ruth Ruth surgiu em 1994, inicialmente fazendo shows de graça na casa noturna Continental, de Nova Iorque, NY, EUA. Seus shows ocasionais tornaram-se fixos e no ano seguinte o vocalista e baixista Chris Kennedy, o guitarrista Mike Lustig e o baterista Dave Snyder assinaram com a American Recordings.


"Laughing Gallery", disco de estreia, produzido por Ted Nicely (Fugazi, Girls Against Boys), foi lançado em outubro de 1995, seguido pelo EP "Little Death", em 1996. Indo para a RCA, a Ruth Ruth ressurgiu em 1998 com "You Are My Friend?" (John Bush, AllMusic; tradução livre do inglês).


terça-feira, 15 de abril de 2014

Joe Bonamassa And Beth Hart - Seesaw


Músicos: Joe Bonamassa And Beth Hart
Disco: Seesaw
Ano: 2013
Gênero: Blues, Blues-Rock, Modern Electric Blues, R&B, Hard Rock
Faixas:
1. Them There Eyes (Pinkard, Tauber, Tracey) 2:31
2. Close To My Fire (Popp, Hoppe) 5:12
3. Nutbush City Limits (Turner) 3:34
4. I Love You More Than You'll Ever Know (Kooper) 7:02
5. Can't Let Go (Weeks) 4:00
6. Miss Lady (Miles) 4:54
7. If I Tell You I Love You (Gardot) 3:36
8. Rhymes (Green, Hodges) 5:03
9. A Sunday Kind Of Love (Belle, Nye, Prima, Rhodes) 3:54
10. See Saw (Covay, Cropper) 3:25
11. Strange Fruit (Allen) 5:47
Créditos:
Beth Hart: Vocals
Joe Bonamassa: Guitar, Vocals
Anton Fig: Drums, Percussion
Carmine Rojas: Bass
Blondie Chaplin: Rhythm Guitar, Backing Vocals, Percussion
Arlan Schierbaum: Organ, Piano
Lee Thornburg: Trumpets, Trombones
Ron Dziubla: Saxes
Lenny Castro: Percussion (faixa 4)
Michael Rhodes: Bass (faixa 4)
Doug Henthorn: Backing Vocals (faixa 5)

Biografias:


A biografia de Joe Bonamassa já foi postada aqui, juntamente com o disco "A New Day Yesterday [Bonus Track]", de 2004, e a de Beth Hart também já foi postada aqui, acompanhada do disco "Beth Hart & The Ocean Of Souls", de 1993.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

The Puritans - Marquee Themes

Banda: The Puritans
Disco: Marquee Themes
Ano: 1998
Gênero: Alternative Rock, Punk-Rock, Rockabilly-Punk
Faixas:
1. No Diddley (Puritans) 3:20
2. Possum=S.O.B. (Puritans) 3:05
3. Grate N’ Gutter (Puritans) 4:02
4. Lingus (Puritans) 2:07
5. Cartoon Jazz Piece (Keelaghan, Kottman) 2:42
6. Primate Rodeo Breakdown (Puritans) 3:04
7. Skipping Record (Puritans) 2:31
8. Dennis Wilson (Sobolewski, Woolley, Keelaghan) 2:40
9. Interlude (Puritans) 0:44
10. Walloping Dollop (Puritans) 3:03
11. Song Bee (Paton, Chris t.) 3:07
12. Welcome To Persia, Batman (Puritans) 2:06
13. Junk Bonds (Puritans) 2:36
14. Kim Philby Gets Some (Puritans) 2:49
15. Swiftly, Shitkicker (Puritans) 35:54
Créditos:
Mitch Hendrickson: Singin, Sax
Bob Keelaghan: Guitar, Backing Vocals
Steve Nykolyn: Drums
Vladimir Sobolewski: Bass, Backing Vocals
Músicos adicionais:
Michael Paton: Guitars (faixas 8, 9)
Danielle McCollough: Vocals (faixa 8)
Chris t.: Vocals (faixa 8)
Nils Halvorsson: Maracas (faixa 8)

Resenha:
Misturando rockabilly e swing, com uma base punk forte, The Puritans é um suado quarteto de rock n' roll que não sabe o significado de desistir. Justo quando você pensa que já teve o bastante, a banda aumenta os amplificadores e produz um som mais alto ainda, um número extenuante que vai derrubá-lo antes que você possa pedir socorro. Ponto para o Canadá, porque finalmente o país tem um grupo de rock n' roll digno do gênero.
Pulando e dançando através de quinze faixas (...), The Puritans não encontra nenhum problema em fazer você se mexer. Com os estilos que originam o seu som (rockabilly, punk e swing), e com a sua dança própria, o resultado é simples... solte-se e deixe seu corpo reagir à música da maneira que ele quiser.


A música é rápida, a guitarra pesada de punk incorporando a energia com sucesso, a sensação dançante do rockabilly maneiro misturado com o balanço classudo do swing. A bateria, que é sempre a espinha dorsal da música, nunca pára enquanto as coisas estão quentes e pesadas. E sem esquecer o baixo, que impacta a música do início ao fim, garantindo que tudo se encaixe perfeitamente, enquanto adiciona o toque extra para deixar a "cozinha" muito mais estável. Juntos, nada consegue pará-los. 
Um bom pequeno disco; a música às vezes fica um pouco repetitiva, mas você provavelmente nem perceberá isso, porque a energia está sempre alta. O volume alto e indisciplinado das músicas levará você às alturas da mais pura diversão, o que, eu creio, é o ideal do rock n' roll. Eu vou dar a este disco uma nota B (Alex Steininger, In Music We Trust; tradução livre do inglês).

segunda-feira, 7 de abril de 2014

The La's - The La's [Deluxe Edition]


Banda: The La's
Disco: The La's [Deluxe Edition]
Ano: 2007(*)
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Britpop
Faixas:
CD 1: Original Album
1. Son Of A Gun (1:56)
2. I Can't Sleep (2:37)
3. Timeless Melody (3:01)
4. Liberty Ship (2:30)
5. There She Goes (2:42)
6. Doledrum (2:51)
7. Feelin' (1:44)
8. Way Out (2:32)
9. I.O.U. (2:08)
10. Freedom Song (2:23)
11. Failure (2:54)
12. Looking Glass (7:53)
Bonus Material
13. Son Of A Gun [Gary Crowley, GLR Session, Nov '88] (1:54)
14. Doledrum [Gary Crowley, GLR Session, Nov '88] (3:00)
15. I Can't Sleep [Gary Crowley, GLR Session, Nov '88] (2:34)
16. Way Out [Key 103, Jan '89] (2:41)
17. I Am The Key [Key 103, Jan '89] (3:05)
18. That'll Be The Day [BBC 2 "The Late Show", Feb '89] (2:06)
CD 2: Mike Hedges Album Version
1. I.O.U. (2:05)
2. I Can't Sleep (2:43)
3. Knock Me Down (2:55)
4. Way Out (2:47)
5. Doledrum (2:57)
6. There She Goes (2:49)
7. Feelin' (1:47)
8. Timeless Melody (3:06)
9. Son Of A Gun (2:04)
10. Clean Prophet (2:08)
11. Come In, Come Out (2:16)
12. Failure (3:07)
13. Looking Glass (7:27)
Bonus Material
14. Doledrum [John Porter Mix] [Recorded at Matrix] (2:53)
15. Way Out [Andy McDonald Mix] [Recorded at Fall Out Shelter] (2:38)
16. There She Goes [John Leckie Mix] [Recorded at Chipping Norton] (2:44)
17. Man I'm Only Human [John Leckie Mix] [Recorded at Chipping Norton] (5:00)
18. Feelin' [Bob Andrews Mix] [Recorded at Woodray] (1:53)
19. Clean Phrophet [Bob Andrews Mix] [Recorded at Woodray] (2:02)
20. I Can't Sleep [Jeremy Allom Mix] [Recorded at Pink Museum] (2:41)
Músicas de autoria de Lee Mavers, exceto "That'll Be The Day", composta por Jerry Allison, Buddy Holy e Norman Petty.
Créditos:
Lee Mavers: Guitar, Vocals
John Power: Bass, Backing Vocals
Peter "Cammy" Camell: Guitar
Neil Mavers: Drums
Barry Sutton: Guitar (CD 1: faixas 13-18; CD 2: faixas 1-13, 20)
Chris Sharrock: Drums (CD 1: faixas 13-18; CD 2: faixas 1-13, 18-20)
Paul Hemmings: Guitar (CD 2: faixas 14, 15)
John "Timmo" Timson: Drums (CD 2: faixas 14, 15)
Iain Templeton: Drums (CD 2: faixa 16, 17)
John "Boo" Byrne: Guitar (CD 2: faixas 18, 19)
(*) Disco lançado originalmente em 1990.

Biografia:
A La's surgiu por obra do artista e músico Mike Badger (nascido no dia 18 de março de 1962), na cidade de Liverpool, Merseyside, Inglaterra, no ano de 1984. Todavia, a saída de Badger, em 1986, deixou a banda constituída pelo compositor Lee Mavers (nascido no dia 2 de agosto de 1962, em Huyton, Liverpool, Inglaterra; guitarra e vocal), John Power (nascido no dia 14 de setembro de 1967, em Liverpool, Lancashire, Inglaterra; baixo), Paul Hemmings (guitarra) e John Timson (bateria). As primeiras fitas demos do grupo levaram-no a ser contratado pela Go! Discs em 1987. Depois de "Way Out", um single de estreia bem-recebido, de inspiração sessentista, gravado com mestria e sem muito esforço, a La's demorou um ano para lançar o admiravelmente melódico "There She Goes". Quando o disco também galgou as paradas, a banda, para desilusão geral, trancafiou-se no estúdio durante dois anos para aperfeiçoar as faixas do seu primeiro disco longo.


E o lineup mudara: o irmão de Lee, Neil (nascido em 8 de julho de 1971, em Huyton, Liverpool, Inglaterra), assumiu as baquetas e o guitarrista Cammy (nome verdadeiro: Peter James Camell, nascido em 30 de junho de 1967, em Huyton, Liverpool, Inglaterra), ex-Marshmellow Overcoats, ingressou na banda. Nesse ínterim, o single "There She Goes" tornou-se campeão de vendas no circuito underground, tendo recebido sucessivos relançamentos no espaço de dois anos (depois surgiu outro single, "Timeless Melody"). No final de 1990, "There She Goes" chegou ao Top 20 do Reino Unido. E no mesmo mês apareceu o disco "The La's", uma coleção estimulante de canções equiparadas em qualidade, e não faltou quem dissesse que o álbum suplantou, em impacto, o festejadíssimo debute da Stone Roses. A desnecessária comparação pode ser atribuída à truculência de Mavers perante a imprensa, ao insultar, verbalmente, a Go! Discs por insistir no lançamento do disco e renegando seu conteúdo: "Esse é o pior LP que eu já escutei". O cotejo com as melhores bandas dos anos 60, notadamente Byrds e Beach Boys, proveio da obsessão da La's por instrumentos genuínos, visando à execução de uma sonoridade primitiva e autêntica.


Após o lançamento de "Feelin", um EP montado com canções do disco, a banda passou a gravar músicas para um novo álbum, tendo excursionado – América e Japão – durante quase todo o verão de 1991. Pouco se ouviu falar dela nos quatros anos seguintes, o que não foi surpresa para quem já estava familiarizado com o perfeccionismo de Mavers em relação ao trabalho de estúdio. Entretanto, os adiamentos mostraram-se insuportáveis para Power, que saiu para formar a altamente exitosa Cast (Mavers expressou, posteriormente, uma forte aversão pela banda do seu ex-parceiro). De volta ao notoriamente isolado território da La's, rumores continuaram circulando, envolvendo procedimentos desatinados e toxicodependência. Uma colaboração com Edgar Summertyme, da Stairs, mereceu elogios, mas explicações públicas eram sonegadas.


Mavers participou de uma apresentação acústica em 1995, com Paul Weller, mas saiu-se tão mal que acabou desplugado no meio do show. Em abril, Mavers concedeu entrevista à revista New Musical Express, falando sobre o "segundo" disco da La's. As gravações ocorreram num estúdio pertencente a Rat Scabies, da Damned, localizado na zona oeste de Londres, com Mavers tocando todos os instrumentos. Previsivelmente, o material ali registrado permaneceu incógnito.
No começo de 2005, para grande espanto da maioria dos analistas musicais, Mavers e Powers anunciaram que estavam reformulando a La's, para uma série de apresentações ao vivo durante o verão (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, p. 822; tradução livre do inglês).

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