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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

The Parties - Can't Come Down

Banda: The Parties
Disco: Can't Come Down
Ano: 2008
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Power Pop
Faixas:
1. Love For Sale (4:59)
2. Breaking Hearts (3:03)
3. Cold Life (3:09)
4. Yours And Mine (3:54)
5. The Parties (4:23)
6. Radio (3:31)
7. Velvet Love Affair (2:46)
8. Waterfall (3:05)
9. Gotta Get Out (3:22)
10. Damned By The Sunshine (3:15)
11. Much Better (3:42)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Jeremy Powers, Sarah Mehlfeld: Guitar, Vocals
Rex Padayhag: Bass, Vocals
John Morgan: Drums, Vocals, Guitar
Músicos adicionais:
Rommel Encarnacion: Tremolo Guitar (faixa 8)
Tom Heyman: Pedal Steel Guitar (faixa 11)

Resenha:
Há uma atraente tendência psicodélica na sonoridade jangle pop da Parties que a diferencia das dezenas de bandas que cultuam Roger McGuinn. Já em "Can't Come Down", seu primeiro disco longo, o grupo evoca o inovador e melódico sentimento das bandas pop modernas (principalmente a Windbreakers), sem deixar de conjurar uma arrebatadora vibração retrô. Também é sedutora a interação entre a ressoante guitarra líder de 12 cordas de Jeremy Powers e os acordes distorcidos da guitarra base de Sarah Mehlfeld. E as canções exploram as ricas estruturas melódicas do folk rock clássico, pari passu com o som melancólico do material inerente à antiga era lisérgica. (A seção rítmica – Rex Padayhag no baixo e John Morgan na bateria – atua com modéstia, porém instiga a performance com uma força sutil mas persistente.)


Enquanto a maioria das canções rolam em agradável meio-tom, outras se mostram mais vigorosas, como "Radio", "Breaking Hearts" e "Damned By The Sunshine", comprovando que a Parties pode pisar no acelerador quando quer. E a guitarra pedal steel em "Much Better" sugere que o grupo ouviu atentamente os discos de Gram Parsons. Entretanto, "Can't Come Down" atinge o ápice quando a banda se deixa levar pela sua veia psicodélica, assim como aconteceu quando a Left Banke despiu sua roupagem barroca ou quando a Rain Parade pôs de lado sua estudada pose. Trata-se, portanto, de uma estreia impressionante, de uma banda que pode olhar para o passado sem soar como se estivesse vendendo uma barata nostalgia paisley (nota minha: subgênero do rock alternativo, com raízes em Los Angeles, Califórnia, EUA, e popular na metade dos anos 80, o paisley underground caracterizava-se pela psicodelia, refinadas harmonias vocais e interação de guitarras) (Mark Deming, AllMusic; tradução livre do inglês).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

The Parties - Coast Garde

Banda: The Parties
Disco: Coast Garde
Ano: 2010
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Power Pop
Faixas:
1. Let's Call It Love (3:21)
2. Can't Seem To Get My Mind Off Of You (3:59)
3. Twenty-Four (4:23)
4. The Target Smiles (2:49)
5. Leavin' The Light On (3:30)
6. Suite: Feet Back On The Ground/I'm Sorry/Going Away Girl (7:15)
7. Autumn Girl (3:47)
8. Annie (3:58)
9. Catastrophic Storm (2:50)
10. When The Weekend's Over (4:25)
11. You Ruined Me (2:18)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Jeremy Powers: Vocals, Guitar
Rex Padayhag: Bass, Vocals, Keyboards
Adam Symons: Guitars, Vocals, Keyboards, Percussion
Rob Uytingco: Drums, Percussion
Músicos adicionais:
Stephanie Tang: Violin
Rob Evans: Saxophones

Resenha:
A revivalista banda pop psicodélica Parties, da área da baía de São Francisco, Califórnia, EUA, passou por algumas mudanças de pessoal desde o seu ótimo disco de estreia, "Can't Come Down", de 2008, mas ainda se mostra capaz de compor e tocar jangle pop (nota minha: segundo a Wikipedia, jangle pop é um gênero musical criado na década de 60, nos EUA, caracterizado pelo som harmonioso das guitarras e pelas melodias pop sessentistas) de modo brilhante.
Logo, seu segundo álbum, "Coast Garde", de 2010, deve agradar a todos que têm saudades do tempo em que o cabelo tigela e a guitarra Rickenbacker estavam na moda. O novo guitarrista Adam Symonds (sic) trouxe uma sonoridade menos agressiva ao disco, e as influências do paisley underground (nota minha: subgênero do rock alternativo, com raízes em Los Angeles, Califórnia, e popular na metade dos anos 80; caracterizava-se pela psicodelia, refinadas harmonias vocais e interação de guitarras) e do powerpop, bem presentes em "Can't Dome Down", sumiram aqui.
Mesmo assim, a banda – ainda liderada pelo guitarrista e vocalista Jeremy Powers, secundado por Symonds (sic) na guitarra, Rex Padayhag no baixo e teclados e Rob Uytingco na bateria – soa tão firme e confiante como sempre; as canções têm melodias arrojadas, guitarras entrelaçadas, e o ritmo é ágil e estimulante. O grupo consegue fazer isso sem soar como se estivesse copiando a Byrds em cada acorde, o que não é pouca coisa, levando-se em conta suas influências. E, embora a interpretação da banda se afigure menos diversificada em relação ao trabalho anterior, sua habilidade musical permanece irrepreensível, e as músicas, a performance e a produção vão agradar em cheio os fãs do rock garageiro com fixação no folk rock clássico e no jangle pop. "Coast Garde" mostra a Parties estreitando seu foco, mas, ao mesmo tempo, aprimorando o que faz com louvável precisão. O resultado final é pop retrô jovial e refrescante (Mark Deming, AllMusic; tradução livre do inglês).
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