sexta-feira, 21 de outubro de 2016

The Fluoride Program - Roadside Flowers

Banda: The Fluoride Program
Disco: Roadside Flowers
Ano: 2006
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
Faixas:
1. Faster (1:47)
2. Lucus (6:08)
3. Designs (3:53)
5. By Proxy, By Love (5:50)
6. Coma (3:24)
7. On Your Side (3:34)
8. Cowards (10:10)
9. Sundial (5:17)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Steve Bekkala: Drums
Justin King: Guitar, Piano
Dmitri Vada: Vocals, Guitar
Steve Motrinc: Bass
Katherine Catalano: Vocals, Background Vocals
David Clipner: Viola
Katrina Padley: Piano

Resenha:
O lançamento do primeiro disco longo da Fluoride Program baseou-se na promessa que o seu EP "Bastion", de 2005, prenunciou. O grupo sussurra e solta a voz com uma sonoridade brilhante e um dinamismo que são raros na maior parte das bandas post-rock (nota minha: segundo a Wikipedia, post-rock ou pós-rock é um subgênero do rock utilizado para abarcar artistas que, a partir dos anos 90, passaram a unir elementos do rock alternativo com elementos do jazz [mais especificamente ao fusion de Miles Davis], da música eletrônica e do rock progressivo [mais especificamente ligado ao space rock e ao Krautrock]).
Desde o momento em que a Radiohead aparentemente decidiu que as guitarras eram objetos de museu, muitos roqueiros indie têm usado brinquedos eletrônicos para construir a sua arquitetura sonora, mas, em "Roadside Flowers", a Fluoride Program utiliza piano, camadas de harmonias vocais, ocasionais violas, lamentos de guitarra e ribombar de pratos para interpretar as canções sem o uso excessivo e monótono do som do sintetizador. Esta é uma banda de verdade, tocando em uníssono e encaixando o som num espaço real. A música representativa do disco, "Lucus", coloca o baterista Steve Bekkala e o guitarrista Justin King (fazendo uma surpreendente imitação de Jonny Greenwood, voluntariamente ou não) numa disputa renhida entre percussão e cordas distorcidas.
A canção somente atinge seu culminante desfecho quando a batida do baixo de Steve Motrinc sinaliza a entrada dos vocais emocionantes de Dmitri Vada, agindo como um juiz divino e unificando a celebração cinematográfica da melodia. A abrupta explosão que encerra "Designs", após um antagonismo de atmosferas sonoras, dá lugar a um novo roteiro, desta vez evocando "The Great Gig In The Sky", interpretado pela Velvet Teen, em "All Is Still In Working Order". O disco chega ao auge em "Cowards", épica faixa de dez minutos, que faz várias concessões ao progressivo – mudando compassos e andamentos, oferecendo brilhantes linhas técnicas de guitarra no início, somente para serem superadas por uma agressiva construção de inesperadas e agressivas guitarras dissonantes e o suburbano funk da era "Emotional Rescue", dos Stones.
O disco destila calmaria com a singela "Sundial", uma lânguida canção que simula uma sessão instrumental soul da Stax e as temporadas de verão das rádios AM pop. "Silenciosamente nós nos tornamos mais velhos do que gostaríamos de admitir/Ao sol vamos nos encontrar novamente". Este álbum inteiro dá mais voltas do que um jogo de Othello (nota minha: um popular jogo de estratégia, também conhecido por Reversi), jogado por duas crianças de sete anos, e é constantemente cheio de surpresas inesperadas: justamente quando a coisa toda começa a fazer sentido, as cores mudam completamente e o jogo começa de novo (Zac Johnson, AllMusic; tradução livre do inglês).

5 comentários:

bobbysu disse...

dead link

Indignaldo Silva disse...

Link fixed. Many thanks for advise, bobbysu.

bobbysu disse...

thank you so much

bobbysu disse...

thank you so much

Indignaldo Silva disse...

You're welcome, bobbysu. You're always welcome.

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