domingo, 8 de outubro de 2017

Goddo - Goddo

Banda: Goddo
Disco: Goddo
Ano: 1977
Gênero: Hard Rock
Faixas:
1. The Bus Driver Blues (4:34)
2. Drive Me Crazy (3:54)
3. Let That Lizard Loose (3:24)
4. I'm Losing You (7:06)
5. Let It Slide (5:19)
6. Twelve Days (3:22)
7. Under My Hat (4:46)
8. Hard Years (3:22)
Músicas de autoria de Greg Godovitz, menos "I'm Losing You", composta por Gino Scarpelli, Marty Morin e Greg Godovitz.
Créditos:
Greg Godovitz: Vocal, Lado Bass, Lead Guitar ("Let That Lizard Loose")
Gino Scarpelli: Stratocasters, Percussion, Bass ("Let That Lizard Loose")
Doug Inglis: Drums, Percussion, Background Voices
Participações especiais:
Michael Carpenter: Cello ("The Bus Driver Blues")
The Zombettes Choir: Choir ("The Bus Driver Blues")
Bob Segarini: Background Voice ("Drive Me Crazy")
Dana Orlando: Voice ("Drive Me Crazy")
Zorro Ideltkos: Organ ("I'm Losing You")
Geordie MacDonald: Chinese Wind Chimes ("I'm Losing You")
Collin Biggin: Baritone Saxophone ("Let It Slide")
Carlyle Miller: Tenor Saxophone ("Let It Slide")
Dwayne Ford: Rhodes Piano & Micromoog ("Under My Hat")

Biografia:
"Se é mesmo verdade que a solidão é amiga da fama, ninguém está nem aí", gracejou a Goddo em seu segundo disco, até porque "a solidão também é companheira do ostracismo", complementou a banda. O dito espirituoso poderia servir como lema da Goddo, pois, sucintamente, resume não só a carreira tumultuada desse veterano power trio de rock pesado do Canadá, mas também o humor fatalista que impregna todo o seu trabalho.
O sonho dourado da Goddo, de conquistar o mundo, nunca se realizou, o que não impediu seu relacionamento, durante longas décadas, mesmo com altos e baixos, com a indústria musical canadense. A extensa e árdua batalha da Goddo no meio musical começou em 1975, quando o baixista Greg Godovitz deixou a banda pop Fludd, de Toronto, disposto a formar um grupo de rock mais pesado, para tanto recrutando o guitarrista Gino Scarpelli (da banda de glam rock Brutus), discípulo de Jimi Hendrix, e o baterista Marty Morin, seu amigo e ex-colega de escola. Adicionando mais um d ao apelido de Godovitz, para maior clareza – muitas pessoas diziam Go-do em vez de God-o –, o trio enfrentou o estafante circuito dos bares canadenses, fazendo três shows por noite, seis dias na semana, com cansativas viagens diurnas entre as apresentações.
Um ano nesse sufoco foi demais para Morin, que virou motorista de ônibus escolar, abrindo vaga para o baterista Doug Inglis, de Ottawa, um vigoroso ritmista e também sósia perfeito de Morin, circunstância que poupou o grupo de efetuar novas fotos publicitárias. Com um confiante e azeitado lineup, a carreira da banda acelerou. O primeiro disco, homônimo (contendo "Bus Driver Blues", o adeus de Godovitz a Morin) apareceu em 1977, introduzindo o rock feijão com arroz, as baladas pungentes e as letras libidinosas do grupo. Em 1978 veio o excelente "Who Cares", produzido por Godovitz sob o pseudônimo Thomas Morley-Turner – supostamente para ludibriar os executivos da gravadora, que exigiam um produtor "consumado" –, e que se tornou o álbum capital da banda. Ambicioso para a época, "Who Cares" fundiu refrões pop, passagens de música clássica e vinhetas cômicas em canções roqueiras lascivas, como "Sweet Thing", uma ode às groupies (nota minha: palavra sem similar em português; são as fãs de grupos de rock que se enturmam com os músicos, geralmente durante as turnês), que se tornou a marca registrada da banda.
O sucesso de "Who Cares" alavancou a popularidade da Goddo. Mas, à medida que a renda e as turnês aumentavam, o consumo de drogas e a egomania cresciam na mesma proporção. Enquanto o grupo gravava seu terceiro álbum, "An Act Of Goddo", em 1979, no estúdio da Bee Gees, Godovitz teria supostamente rejeitado a colaboração de Maurice Gibb, classificando a música da Bee Gees de "lixo de discoteca". Godovitz pisou em falso ao incluir a antimúsica "Sign On The Line" – um discurso bizarro – no disco. "An Act Of Goddo" despertou pouco interesse, crítico e comercial, e, previsivelmente, a banda ficou sem gravadora. Houve uma breve passagem pela Attic Records, que lançou "Lighve: Best Seat In The House", em 1981, e mais tarde, no mesmo ano, o quarto disco de estúdio, "Pretty Bad Boys", cuja faixa-título rendeu à banda seu primeiro e solitário single de sucesso, além de uma indicação ao prêmio Juno, em 1982 – ironicamente, na categoria  de "Grupo Novo Mais Promissor".
Mas era tarde demais. Continuamente sem dinheiro e sempre cavando sua própria ruína, a Goddo implodiu em 1983. Scarpelli e Inglis ingressaram em outras bandas, ao passo que Godovitz tentou sem êxito desencavar uma nova versão do grupo (agora chamado Godo) com músicos diferentes. Em 1989, as tensões diminuíram e o trio reagrupou-se, na companhia do baterista original, Morin, tocando percussão. Em 1990, a Goddo lançou a coletânea de grandes sucessos, "12 Gauge Goddo: Blasts From The Past", seguida, em 1992, pelo álbum de estúdio "King Of Broken Hearts". Quando o disco naufragou, o grupo dividiu-se novamente. E, no final dos anos 90, ressurgiu mais uma vez. Em 2001, a banda emitiu seu primeiro CD em uma década, "2nd Best Seat In The House: 25th Anniversary Lighve", através do selo canadense Bullseye. Após os ataques terroristas nos Estados Unidos, ocorridos naquele ano, o grupo compôs e lançou o single "New York City's Burning", destinado a arrecadar fundos para a Cruz Vermelha (Darryl Sterdan, AllMusic; tradução livre do inglês).

2 comentários:

Jaimemellorock Mello disse...

Seus Posts são mesmo diferenciados, sempre encontro nas Bandas algo desconhecido para mim,isto em termos de sonoridade! De primeira este grupo! Forte Abraço, Indignaldo

Indignaldo Silva disse...

Essa banda já estava na fila há tempo. É muito boa. Aliás, as bandas canadenses e australianas tendem a ser boas, não sei por quê. Abraço, Jaime.

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