sexta-feira, 7 de outubro de 2016

The Boo Radleys - Ichabod And I [Bonus Tracks]

Banda: The Boo Radleys
Disco: Ichabod And I [Bonus Tracks]
Ano: 1990
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock, Shoegaze
Faixas:
1. Eleanor Everything (Boo Radleys, Carr) 3:28
2. Bodenheim Jr (Boo Radleys, Carr) 2:17
3. Catweazle (Boo Radleys, Carr) 3:24
4. Sweet Salad Birth (Boo Radleys, Carr) 4:34
5. Hip Clown Rag (Boo Radleys, Carr) 2:23
6. Walking 5th Carnival (Boo Radleys, Carr, Sice) 4:36
7. Kalieidoscope (Boo Radleys, Sice) 4:30
8. Happens to us all (Boo Radleys, Carr) 2:56
9. Kaleidoscope [From EP "Kaleidoscope", 1990] [Bonus Track] (Boo Radleys, Sice) 5:41
10. How I Feel [From EP "Kaleidoscope", 1990] [Bonus Track] (Boo Radleys, Sice) 3:43
11. Aldous [From EP "Kaleidoscope", 1990] [Bonus Track] (Boo Radleys, Carr) 4:53
12. Swansong [From EP "Kaleidoscope", 1990] [Bonus Track] (Boo Radleys, Carr) 3:12
Créditos:
Sice: Vocals, Guitar
Tim Brown: Bass, Voice ("Sweet Salad Birth")
Martin Carr: 6 String, 12 String & Acoustic Guitars, Vocals
Steve Hewitt: Drums, Percussion
Drums: Rob Cieka (faixas 9-12)

Biografia:
A Boo Radleys percorreu um caminho árduo para alcançar ⏤ na proporção do seu talento ⏤ a tão esperada aclamação popular. Formada em 1988, na cidade de Liverpool, Inglaterra, por Sice (nome verdadeiro: Simon Rowbottom, nascido em 18 de junho de 1969, em Wallasey, Merseyside, Inglaterra; guitarra e vocais), Martin Carr (nascido em 29 de novembro de 1968, em Thurso, Highland Region, Escócia; guitarra), Timothy Brown (nascido em 26 b fevereiro de 1969, em Wallasey, Merseyside, Inglaterra; baixo) e Steve Drewitt (nota minha: o sobrenome correto é Hewitt) (nascido em Northwich, Inglaterra; bateria), a banda extraiu seu nome de um personagem do romance "To Kill A Mockingbird" (nota minha: no Brasil, "O Sol é Para Todos").
Sice e Carr, na infância, fantasiaram bastante acerca de um hipotético estrelato no mundo pop (acenando para fãs imaginários e respondendo perguntas de inventadas entrevistas), tendo os Beatles como pedra angular de suas referências musicais. A primeira aparição de Carr no universo roqueiro ocorreu quando, travestido em crítico musical, escreveu duas descartáveis resenhas no jornal Liverpool Quiggins Market.
Após vários anos de esporádica atividade, a Boo Radleys lançou, discretamente, "Ichabod And I" por um pequeno selo independente. O disco comprovou o talento da banda para melodias com guitarras possantes, inserindo canções atemporais executadas com modernos efeitos de pedais, fazendo, na verdade, uma revisão rigorosamente acurada do agressivo estilo da Dinosaur Jr. Inicialmente, a imprensa musical britânica ignorou o álbum, levando-o em conta somente após o disc jockey John Peel patrocinar o quarteto na BBC Radio 1. No verão de 1990, o baterista Steve Drewitt (sic) saiu para unir-se à Breed, tendo sido substituído por Robert Cieka (nascido em 4 de agosto de 1968, em Birmingham, West Midlands, Inglaterra), na mesma época em que a banda assinou com a Rough Trade Records.
Decorridos seis meses, a banda começou a sua escalada comercial, entrando no Top 100 das paradas do Reino Unido com o EP "Every Heaven". No entanto, quando a Rough Trade Records decaiu, a banda precisou recorrer à Creation Records para prosseguir. A nova postura do grupo (as duras críticas dirigidas à Boo Radleys na ocasião incorporavam a corruptela "Do Baddleys"), na Creation Records, deu certo, e "Everything's Alright Forever" jogou-a definitivamente para fora do gueto indie. Canções como "Lazy Day", que anteciparam o otimista curso adotado posteriormente pela banda, foram realmente inspiradas pelas leituras de Sice sobre os crimes praticados por Charles Manson, ao passo que outras músicas apenas enalteceram a sonoridade guitarreira do grupo. "Giant Steps" mostrou a banda revendo sua posição anterior, de "medíocre porém bravo grupo indie", produzindo uma seleção que rememorou a grandeza da Merseybeat, com equilíbrio, atitude e musicalidade, o que lhe propiciou vários prêmios de melhor álbum do ano outorgados pela imprensa britânica. Surpreendentemente, as apostas continuaram a subir com "Wake Up", agora sem qualquer vestígio do experimentalismo caótico costumeiro, trocado por um arrebatador clima pop orquestrado.
O alegre e confiante estado de espírito, simbolizado em "Wake Up Boo!", magnífico sucesso Top 10, só foi obscurecido pelas ocasionais e sarcásticas letras de "4am Conversation" e "Wilder". "Joel" até tentou antecipar-se às críticas com o verso: "Tudo que eu quero é a harmonia típica dos obsoletos anos 60". Uma tentativa evidente de alcançar as paradas, então dominadas pela recém-chegada Oasis e a rejuvenescida Blur, "Wake Up" não abriu mão de nada, fora um precipitado distanciamento. Apesar do propósito declarado de frequentar as paradas, o disco foi gravado no País de Gales em meio a um ambiente catastrófico e de insegurança, inclusive com uma tentativa, frustrada, motivada por bebedeira, de desistência da gravação. A têmpera da Boo Radleys, obviamente, prevaleceu, não obstante o novo patamar comercial desfrutado pela banda. Esse sentimento transpareceu no disco seguinte, "C'Mon Kids", o trabalho mais desafiador da banda, que, todavia, fracassou comercialmente, empurrando a Boo Radleys para fora da cena musical mais uma vez. Sice também lançou um álbum solo com o nome de Eggman, revelando uma desconhecida aptidão melódica, embora esteja atualmente afastado do meio musical. "Kingsize", previsivelmente, tornou-se um sucesso de crítica e um desastre comercial. Pouco depois, em janeiro de 1999, a banda anunciou sua separação. Carr ressurgiu no ano seguinte, usando o pseudônimo Brave Captain e lançando diversos discos pela gravadora Wichita, a par de compor para a televisão (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, p. 199; tradução livre do inglês).

3 comentários:

Jayme da costa Maceió AL disse...

Ouvir este álbum é um delírio cinematográfico para mim... Obrigado pela viagem, Indignaldo. Um detalhe, este eu não conhecia!

Indignaldo Silva disse...

Os primeiros discos da banda são os melhores, na minha opinião. Valeu o comentário, Jayme.

Jayme da costa Maceió AL disse...

Concordo contigo. Everything`s Alright e o Giant Steps, não é pra todo mundo, porém senti algo de muito bom neste postado por ti...

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