domingo, 2 de março de 2014

Ocean Colour Scene - Moseley Shoals [Deluxe Edition]

Cover
Banda: Ocean Colour Scene
Disco: Moseley Shoals [Deluxe Edition]
Ano: 2011(*)
Gênero: Alternative Rock, Indie Rock
Faixas:
Disc One: The Original Album
1. The Riverboat Song  (4:54)
2. The Day We Caught The Train (3:06)
3. The Circle (3:43)
4. Lining Your Pockets (3:36)
5. Fleeting Mind (5:09)
6. 40 Past Midnight (4:01)
7. One For The Road (3:43)
8. It's My Shadow (4:23)
9. Policemen & Pirates (4:03)
10. The Downstream (5:32)
11. You've Got It Bad (4:26)
12. Get Away (7:55)
Disc Two: Singles B-Sides
1. So Sad (4:22)
2. Charlie Brown Says (2:56)
3. Robin Hood (3:35)
4. I Wanna Stay Alive With You (3:33)
5. Huckleberry Grove (2:59)
6. You've Got It Bad [Demo Version] (3:55)
7. Here In My Heart (3:03)
8. Men Of Such Opinion (3:22)
9. Beautiful Losers (2:41)
10. Mona Lisa Eyes (3:42)
11. The Clock Struck 15 Hours Ago (3:06)
12. I Need A Love Song (2:09)
13. Chicken Bones And Stones (3:35)
14. The Day We Caught The Train [Acoustic Version] (3:22)
15. Travellers Tune (3:44)
16. Justine (3:18)
17. Mrs. Jones (2:58)
18. Cool Cool Water (2:40)
19. Top Of The World (3:47)
20. The Circle [Acoustic Version] (3:05)
21. Chelsea Walk (3:11)
22. Alibis (3:03)
23. Day Tripper [Live] (4:22)
Músicas de autoria da banda, exceto "Day Tripper", composta por Lennon e McCartney.
Créditos:
Simon Fowler: Vocals, Acoustic Guitar, Harmonica
Steve Cradock: Guitar, Piano, Vocals
Oscar Harrison: Drums, Piano, Vocals
Damon Minchella: Bass Guitar
Músicos convidados:
Paul Weller: Organ, Guitar
Rico Rodriguez: Trombone
Liam Gallagher: Backing Vocals
Noel Gallagher: Backing Vocals
Wired Strings: Strings
Rosie Wetters: Cello
(*) CD lançado originalmente em 1996.


Biografia:
O grupo rock inglês Ocean Colour Scene foi formado em Birmingham, em 1990, pelo vocalista e guitarrista Simon Fowler (n. 25-05-65), pelo guitarrista, teclista e vocalista Steve Cradock (n. 22-08-69), pelo baixista Damon Minchella (n. 01-06-69) e pelo baterista Oscar Harrison (n. 15-04-65). O nome Ocean Colour Scene foi escolhido após uma seleção aleatória de palavras num dicionário.
Estes quatro músicos já tinham alguma experiência pois passaram por outras bandas antes de fundarem os Ocean Colour Scene. Aliás, três deles, Fowler, Minchella e Harrison, estiveram juntos nos Fanatics e, foi quando estes acabaram, que resolveram convidar Cradock, que tinham conhecido num concerto dos Stone Roses, para vocalista de um novo grupo.

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Os Ocean Colour Scene, que seguem a linha mais tradicional do rock, começaram por se inspirar no estilo dos Stone Roses. Uma série de bem sucedidos concertos permitiram a esta então desconhecida banda formar uma sólida base de fãs e assinar contrato, ainda em 1990, com a editora independente !Phfft. Nesse mesmo ano, o quarteto, que entretanto lançou o single "Sway", começou a ser considerado pela crítica musical como um dos grupos mais promissores do rock britânico.
Na primavera de 1991, os Ocean Colour Scene entraram em estúdio para gravar um álbum e tiveram a oportunidade de trabalhar com o produtor Jimmy Miller, que já tinha participado em gravações dos Rolling Stones nas décadas de 60 e 70. Por falta de empenho do grupo, o tempo passado em estúdio não deu frutos. A banda voltou lá novamente, mas desta vez sob a orientação de Hugo Nicholson, que já tinha trabalhado com os Primal Scream.

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Entretanto, a editora Fontana Records comprou a !Phfft, já com a ideia de ficar com os direitos sobre os Ocean Colour Scene. No entanto, os novos patrões da banda não gostaram das gravações já feitas e pediram ao quarteto para regressar de novo ao estúdio e com um novo produtor. Desta vez, o escolhido foi Tim Palmer, que já tinha colaborado com os Tin Machine, de David Bowie.
Devido a todos estes atrasos e indefinições, o álbum de estreia dos Ocean Colour Scene, com o nome da banda, só foi lançado na primavera de 1992. Nesta altura, já tinha esfriado o entusiasmo anteriormente criado à volta do grupo e o disco foi um fracasso.

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As relações com a Fontana Records tornaram-se muito difíceis e a ideia da banda de lançar outro disco foi rejeitada pela editora, que não gostou do novo material. Acabaram por abandonar a editora mas ficaram numa situação financeira muito difícil. De qualquer forma, transformaram o local de ensaio num estúdio privado e continuaram a fazer gravações.
Ainda no início de 1993, os Ocean Colour Scene regressaram ao ativo e com a ajuda de Paul Weller, antigo vocalista dos Style Council, e Noel Gallagher, dos Oasis, puderam mostrar o seu trabalho a grandes audiências e várias editoras tentaram contratá-los.

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Acabaram por optar pela MCA, uma das únicas que aceitou que o grupo mantivesse a designação. Lançaram em 1996 o single "The Riverboat Song", que entrou diretamente para o número 15 do top britânico. O segundo álbum do conjunto, Moseley Shoals, conseguiu o feito de chegar de imediato ao número dois do top do Reino Unido nesse mesmo ano e deu origem a mais dois singles bem-sucedidos em vendas: "You've Got it Bad" e "The Day We Caught the Train". Paralelamente, o quarteto de Birmingham, já definitivamente relançado no meio musical, deu uma série de concertos com casa cheia.
A partir de então, outros trabalhos foram realizados, como é o caso de Marchin Already (1997) que ascendeu ao primeiro lugar do top britânico, de onde, curiosamente, destronou os Oasis.

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Seguiu-se o álbum One For The Modern (1999), sem grande expressão comercial.
A banda passou, depois, por uma fase de retiro, regressando em 2001 com Mechanical Wonder. Curiosamente, este foi o primeiro disco dos Ocean Colour Scene a chegar ao mercado americano. Apesar da boa recepção ao single "Up On The Downside", o disco teve uma passagem pouco significativa pelas tabelas de vendas.
Apesar de alguma indefinição quanto à continuidade do projeto, o grupo lançou North Atlantic Drift (2003). O som tradicionalista da banda era, mais uma vez, a linha de rumo do disco. As críticas foram um pouco severas, acusando a banda de ter um espírito retrógrado, incapaz de absorver as novas tendências.
No ano seguinte, numa edição da Universal, chegou às lojas uma recolha com o melhor dos Ocean Colour Scene. O título Anthology demonstrou a consistência tradicionalista dos Ocean Colour Scene (Infopédia, português lusitano).

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